Praça Londrina (Estélio Feldman)
Prédio do Correio faz 50 anos
Dorico da SilvaMeio séculoO prédio dos Correios, no centro da cidade, completa meio século de vidaLondrina é uma cidade deste século. Tendo nascido no começo dos anos 30, elevada a município em 1934, fechará o século com menos de 100 anos. Terra nova, tudo por aqui é recente. E quando uma edificação completa meio século, é o caso de se festejar mesmo, ainda mais porque existe por aqui a triste prática de derrubar o que existe para construir coisa nova. Foi assim com a velha prefeitura, com algumas estabelecimentos comerciais e casas históricas do centro. E só não derrubaram o antigo Fórum, a extinta ferroviária e a antiga rodoviária porque houve forte movimento contra, com o apoio deste jornal.
Outra edificação antiga que se preservou é a da agência central dos Correios, inaugurada em julho de 1949. Curiosamente, quem anuncia comemoração desta data é o Museu Histórico Regional de Apucarana, que abre, no próximo dia 10 uma exposição, acompanhada de folder, para marcar a data. A iniciativa do museu de Apucarana tem o apoio da Secretaria Municipal de Cultura e da Biblioteca Pública Municipal, através da sala Londrina/Paraná.
A exposição será aberta às 16 horas e evidencia o interesse regional pela história curta, mas sem dúvida fascinante, desta região jovem, pujante e, infelizmente, de memória curta. Simples como é, o prédio do nosso Correio é, sem dúvida, um marco na vida da cidade.
Futebol
E os dois times da cidade acabaram conquistando vaga para a 1ª divisão do Campeonato Paranaense do próximo ano. Londrina e Portuguesa chegaram às finais, devolvendo, em dobro, à cidade, a participação no principal certame futebolístico do Estado.
Comento esportes, nesta Praça, mas falo pouco de futebol. E o motivo é simples: atualmente, o basquete tem mais público, o vôlei também, o futsal está ressurgindo. Em verdade, Londrina teve sempre uma grande tradição no esporte amador: já revelou muitos valores inclusive na natação e no atletismo.
Mas também conseguiu bons resultados no futebol. Infelizmente, porém, as glórias ficaram no passado. E foi triste ver o Londrina cair para a segundona no estadual. Melhor foi acompanhar a luta honesta para retomar a vaga no campo, sem viradas de mesa.
Também foi bom acompanhar a atuação da Portuguesinha, que mostrou igualmente garra e vontade, atingindo, junto com o Londrina, o objetivo.
O que não pode acontecer, porém, é que isto se torne uma prática usual: sobe um ano, cai no outro. Londrina tem tradição e deve preservá-la também no futebol. Vamos ver se a subida não foi só um incidente e se os times locais se recuperam para representar bem a cidade, no chamado esporte mais popular do País.
Acesf
Ao lado do assustador episódio do auxiliar de enfermagem acusado de matar pacientes terminais, em um hospital do Rio, denúncias paralelas sobre a ação de funerárias, oferecendo gratificação a funcionários de estabelecimentos hospitalares para indicações de enterros. Para nós, em Londrina, é uma coisa até estranha, porque não temos aqui empresas funerárias particulares.
Neste tempo em que se fala tanto em privatização, talvez seja interessante pensar em pouco também em certas nuances da estatização. Antes da criação da Acesf, havia também por aqui várias empresas funerárias. E acontecia, também, a disputa - tão dolorosa - por enterros. Arrasados pela morte de um parente, as pessoas ainda tinham de enfrentar a guerra dos chamados papa-defuntos.
Com a Acesf, as coisas mudaram entre nós. E, sinceramente, penso que este é um setor que não precisa mudar. A autarquia vem fazendo um trabalho bom, no atendimento às famílias no momento sempre duro da morte de um parente. Houve alguns problemas, no passado, inclusive no que se refere aos cemitérios. Mas é certo que estamos, pelo menos, livres daquela situação que se denunciou agora no Rio e que ocorre, sem dúvida, em muitos outros lugares.
Quem ouve mal, lê mal
Os problemas de leitura de algumas pessoas decorrem na realidade de um defeito de audição, segundo um estudo publicado na revista Proceedings, da Academia Nacional de Ciência Americana.
Alguns pesquisadores pensavam até agora que a incapacidade de ouvir de maneira satisfatória sons que se sucedem rapidamente provocava uma dificuldade para estabelecer correspondências entre os sons e as letras, uma condição necessária para uma boa leitura.
Segundo outros cientistas, a dificuldade para identificar os diferentes sons de cada palavra origina problemas de linguagem e de leitura.
Os autores do novo estudo, da Universidade da Califórnia, em San Francisco, analisaram as capacidades do ouvido de bons e maus leitores, comparando a atividade de algumas células do cérebro.
Ao medir os ínfimos campos magnéticos criados durante as comunicações entre as células da parte do córtex implicada na audição, os pesquisadores descobriram dificuldades para registrar sons rápidos e breves entre as pessoas que lêem mal. Esta descoberta faz pensar que os adultos com dificuldade para ler tratam os sons complexos, de maneira muito diferente dos que lêem sem problemas.





