Cratera no asfalto
Existe uma coisa pior que rua sem asfalto: é rua asfaltada com buracos no piso. A explicação para isto é simples. Quando se trafega em rua sem asfalto, toma-se determinados cuidados. Já quando alguém se encontra em rua asfaltada, dirige um pouco menos preocupado. Daí, quando dá com um buraco na pista, o mínimo que pode sofrer é um prejuízo. Mas também é possível sofrer acidente sério, ainda mais se se trata de veículo de duas rodas.
Dorico da SilvaAmeaçaO buracão existente diante do PAI é uma ameaça a motoristas e pedestresA cratera localizada na Rua Mato Grosso, esquina com a Leste-Oeste, bem em frente do PAI, é uma ameaça e um perigo enorme. Pode causar prejuízos graves para os motoristas ou motociclistas, pode até provocar ferimentos em alguém menos hábil ou distraído.
Esta história dos buracos na pista tem também uma discussão que seria tola se não fosse perigosa. É que os buracos podem ser classificados em ‘municipais’, ‘estaduais’ e até ‘federais’, dependendo de quem seja apontado como responsável. Então, fica o famoso empurra-empurra sobre quem é que deve dar um jeito na questão. O prejuízo, porém, para quem passa pelo buraco é pessoal.
O que se reclama é que haja mais atenção por parte da autoridade no sentido de corrigir o problema. Como o PAI é obra do município, não custa à Prefeitura dar um jeito na questão.

Reclamações
- Uma leitora procurou a Praça para comentar o que considera uma ilegalidade, a difusão de anúncios de jogos (no caso o bingo) e bebidas no painel que foi instalado na Higienópolis com JK, bem na frente do Colégio Vicente Rijo. A reclamação é, precisamente, devido à proximidade da escola. Segundo a leitora, que é advogada, é proibida a veiculação de jogos e bebidas nas proximidades de um estabelecimento de ensino. É verdade que a propaganda não é fixa, trata-se de um painel que alterna as publicidades. Entretanto, ao que parece, ainda assim a divulgação não deve ser legal.
- Um leitor veio até aqui para falar, de novo, sobre a ‘‘onda verde’’, que, lembrou, não existe. Onda verde, vocês sabem, é uma forma usada para permitir que os semáforos em uma rua sejam abertos automaticamente de modo a que, se o veículo circular em certa velocidade, possa passar por eles sem parar em cada esquina. Ele ponderou que pelo menos em algumas vias, as mais movimentadas e importantes, deveria ser adotada a onda verde, facilitando o trânsito.
- O mesmo leitor aproveitou para reclamar dos caminhões que param em fila dupla, no centro. Citou especificamente os que habitualmente fazem isto, na Goiás, pouco além da esquina com a Pernambuco, prejudicando o trânsito.


Rubens Lemos
A notícia, triste, não trouxe detalhes. Apenas a informação sobre a morte de Rubens Lemos, ocorrida em Natal (RN). Rubens Lemos teve uma passagem importante na imprensa londrinense, no começo dos anos 60. Foi redator da ‘Folha’ e radialista. Tivemos, eu e ele, desentendimentos naquela época, fruto da comum imaturidade. Isto passou, antes mesmo dele voltar ao Rio Grande do Norte.
Rubens ainda retornou a Londrina, há algum tempo, participou, por algum tempo, da equipe do ‘Jornal de Londrina’. E voltou a sua terra, que o recebeu, agora, de volta.
Poderia falar muito dele. Prefiro citar uma coisa fundamental: Rubens Lemos lutou contra a ditadura! A pouca memória nacional já está quase esquecendo aquele período, o que é triste e perigoso. Penso que para nossa geração de jornalistas, este foi o maior e mais duro desafio, o de enfrentar a ditadura. Rubens o fez, com a coragem e o destemor que sempre o caracterizaram. Pagou o preço, penso que o sofrimento que lhe foi imposto pelo regime totalitário o enfraqueceu e o levou tão cedo. Que fique na memória e que não esqueçamos deste seu título de coragem, a herança que deixa para os filhos e netos: enfrentou a ditadura!


Chiclete para a memória
Um chiclete que melhora a memória é o último grande lançamento da indústria voltada para os idosos, cuja cifra de negócios é estimada entre 6 e 10 bilhões de dólares nos Estados Unidos graças à crescente demanda da geração de ‘‘baby-boomers’’ que beiram os 50 anos. Comercializado com o nome de Brain Gum (chiclete para o cérebro), esta goma de mascar, que contém fosfatidilserina, deve proporcionar entre 15 e 20 milhões de dólares de vendas em 1999, segundo a empresa KR Research Inc., sua fabricante.
A fosfatidilserina é um fosfolípido, essencial para o bom funcionamento das células do corpo e que se encontra em grande quantidade no cérebro. Mas esta substância diminui com a idade, sobretudo a partir dos 45 anos, provocando perda de memória.
O Brain Gum ainda não está à venda, mas pode ser facilmente solicitado pela Internet ou por telefone.
Abastecer-se durante um mês custa 60 dólares, mais 7,50 dólares em despesa de remessa.
O paciente deve mascar dois chicletes três vezes por dia durante três semanas e depois um chiclete três vezes por dia, segundo a bula. Em seguida notará progressos e recordará mais facilmente nomes, rostos, números de telefone e o lugar onde deixou as chaves.

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