Praça Londrina (Estélio Feldman)
O calor da solidariedade
Arquivo FolhaSofrimentoO frio produz sofrimento. Podemos ser o fogo que aquece aos que necessitamAinda não é nem inverno e o frio já nos ofereceu uma prévia. Esta é uma das poucas coisas que não gosto em Londrina: o frio. Ainda bem que não é tão forte quanto em outros pontos.
Mas a gente ainda pode enfrentar o frio. Felizmente, o sentimento de solidariedade dos que têm condições de superar o frio acaba fazendo com que os que sofrem com ele possam se beneficiar. Estamos aí vivenciando a nova campanha do Provopar, buscando arrecadar cobertores, agasalhos e comida para ajudar os mais carentes. É fundamental, vital. Assim como sugeri uma campanha para que não haja mais nenhuma morte no trânsito, penso em outra: que ninguém morra de frio entre nós.
Para que isto ocorra, a gente pode fazer muita coisa. Pode fazer doações para as entidades que estão mobilizadas. Pode dar roupas, agasalhos, ajuda a pessoas ou famílias que conhece. A única coisa que não é aceitável é a omissão, a falta de interesse em relação aos que sofrem por causa deste clima.
Londrina já foi uma cidade mais solidária. Cresceu, tornou-se um centro imenso. E os tempos hoje são, sem dúvida, difíceis para todos. Mas é certo que não podemos nos omitir, que temos de exercitar a solidariedade, transformar este calor na resposta para que ninguém, pelo menos entre nós, sofra ou morra por causa do frio.
O destino do gambá
O sr. Saulo ligou aqui para contar o drama com um gambá. Revelou que, em um ato de boa vizinhança, capturou um gambá que estava apavorando uma vizinha, em uma casa. Só quem já teve de enfrentar gambás em casa sabe o que é isso. O sr. Saulo, do meu ponto de vista, é um herói.
O sr. Saulo capturou sozinho o animal, o que porém acabou por criar-lhe um problema. Ligou para o Corpo de Bombeiros para dizer que tinha um gambá, querendo saber o que fazer com ele. Os bombeiros informaram, corretamente, penso, que não podiam responder. E sugeriram que o sr. Saulo procurasse a Polícia Florestal. Foi o que ele fez, sendo informado por um senhor Souza que aquela entidade não podia fazer nada porque não tinha viatura nem condições para ir buscar o bicho. Encaminharam o sr. Saulo à AMA. Mas lá também ele não teve sucesso. Uma pessoa que disse chamar-se Luzia informou que a AMA só se interessa por bicho grande...
Como não quer matar o bicho (o que, segundo me informaram, poderia complicar a vida dele, porque há leis que proíbem provocar a morte de animais) o sr. Saulo resolveu soltar o gambá no Parque Arthur Thomas. E só ligou para registrar esta falta de atenção dos poderes competentes para uma questão tão simples.
39ª Exposição
Estão quase concluídos os preparativos para a 39ª Exposição Agrícola de Londrina, que acontece na sede social da ACEL, entre os dias 3 e 6 de junho. A promoção promete agitar a cidade. Os organizadores trabalham há mais de um mês para garantir o sucesso da festa e esperam um público de 40 mil visitantes.
Milton Miyazaki, da comissão organizadora, revela que quase todos os 55 estandes já estão reservados para a exposição comercial, novidade da feira deste ano. Indústrias de confecções, calçados, bijuterias e móveis estarão presentes, além de praça de alimentação. Também o Sesc vai participar da mostra, com monitores comandando brincadeiras infantis.
O coordenador-geral da exposição, Luiz Carlos Adati, garante que a festa terá atrações para pessoas de todas as idades. Durante o evento, o público poderá conferir manifestações de arte e cultura japonesa. Um detalhe realmente importante: a exposição não cobra entrada, o que é, sem dúvida, muito bom.
Uma bela festa que abre de modo positivo o festivo e animado mês de junho, de tantas comemorações, de muita luz, alegria e movimento. A gente começa com a Exposição Agrícola e segue com todos os santos de junho.
Universo mais jovem
O universo é mais de 1 bilhão de anos mais jovem do que os 14 ou 15 bilhões de anos estimados anteriormente, segundo pesquisas realizadas por um astrônomo australiano, publicadas hoje pela revista Science. O semanário científico antecipou a difusão do novo estudo à raiz do anúncio que a Nasa - a agência espacial norte-americana - fará sobre a lei de Hubble, um dos três parâmetros utilizados para calcular o modelo do Big Bang. A lei de Hubble refere-se à rapidez da expansão do universo. Segundo ela, quanto mais uma galáxia se afasta de outra é produzido um corrimento vermelho no espectro de luz. Quanto mais elas se aproximam, é produzido um corrimento azul nesse espectro. Para esse cálculo, a ciência também lança mão da densidade da massa do universo e da constante cosmológica.
O astrônomo Charles Lineweaver, da Universidade de Novo Gales do Sul, em Sidney, reuniu uma gama de observações cosmológicas independentes e concluiu que a idade do universo é mais de um bilhão de anos mais jovem que outras estimativas recentes. Lineweaver estimou uma idade de 13,4 bilhões de anos, e disse que a diferença com o cálculo original pode chegar a 1,6 bilhão de anos.
Lineweaver lembra que a idade da mais antiga estrela conhecida atinge, segundo estimativas, 12 bilhões de anos.





