Praça Londrina (Estélio Feldman)
Moringão, de mil utilidades
Arquivo/FolhaFestaMoringão cheio, festa para o público, mas não só para eventos esportivosO problema criado com a cessão do Moringão para um show de patinação, no sábado, impossibilitando a realização do jogo do time de futsal do Aguativa pelo Campeonato Paranaense, levou o assessor de esportes da Prefeitura de Londrina, Paulo Vicente Viana, a defender o uso do ginásio só para eventos esportivos.
Esta, porém, é uma questão muito mais ampla. O Moringão, que Londrina deve à disposição do ex-prefeito Dalton Paranaguá, realmente foi feito para atender a eventos esportivos. Mas também é um local muito adequado para outras coisas, inclusive shows artísticos e até manifestações religiosas. Além do espetáculo de patinação de sábado (sendo útil lembrar, como o sr. Viana disse, que aquele também é considerado um esporte) haverá, no dia 30, um show com o padre Zezinho. E, penso, não há, hoje, em Londrina, outro local para abrigar uma festa com a presença segura de milhares de pessoas.
Claro que o Moringão tem importância para o esporte. Permite que tenhamos competições importantes de basquete (até o jogo das estrelas, no ano passado, foi feito aqui), disputas de vôlei, de futsal. Já vimos aqui seleções brasileiras, certames internacionais. Penso, porém, que limitá-lo ao esporte é reduzir sua potencialidade. De qualquer modo, é um tema interessante que deve interessar a toda a coletividade.
Estágio - 1
A questão, levantada semana passada, sobre o convênio feito entre a Unopar e o Tribunal de Justiça para o estágio de alunos de Direito daquela escola no Fórum, continua a provocar desdobramentos. A notícia inicial informava que como resultado do convênio, o diretor do Fórum, juiz Dimas Ortêncio, havia determinado atendimento aos alunos da Unopar para estágio. Revelava, também, que existia um convênio anterior entre a UEL e o TJ.
Mas em seguida, o juiz Dimas Ortêncio entrou em contato com a Praça para dizer que não existia nenhum convênio entre a Universidade Estadual e o Tribunal de Justiça. Esta afirmativa motivou carta, assinada pelo professor Ademir Simões, coordenador de estágio do curso de Direito da UEL, em que enfatiza: Causou-nos espécie tal informação, equivocada, diga-se de passagem (...), já que a UEL, em 16 de setembro de 1994, firmou convênio com o TJ, por prazo indeterminado, consequentemente vigente até esta data.
O professor informa que em razão deste convênio, o Tribunal de Justiça possui em seu quadro, 59 estagiários, nos mais diversos setores do Fórum, tais como Vara da Infância e da Juventude, Varas criminais, gabinetes dos juízes, etc.
Estágio - 2
A carta do professor Ademir Simões, porém, não foi a única a respeito da questão do estágio no Fórum. O assessor jurídico da UEL, professor Júlio Rodolfo Roehrig, reiterou em sua carta o mesmo assinalado anteriormente, isto é, a existência de convênio entre UEL e o Tribunal de Justiça, celebrado em 1994 e válido por tempo indeterminado. O professor Roehrig enviou, inclusive, cópia do convênio, lembrando ainda em sua carta:
Muitos profissionais, que hoje são altamente qualificados nas suas profissões, fizeram seus estágios no Fórum de Londrina quando estudavam na UEL; da mesma forma, é considerável o número de alunos desta universidade que cumprem o estágio conveniado com o Tribunal de Justiça do Paraná, com excelentes resultados para os interessados.
Por outro lado, o coordenador do curso de direito da Unopar, professor Nely Lopes Casali, envia carta informando que o convênio da escola com o TJ não confere a alegada exclusividade noticiada pelo jornal Vox Universitas. E completa com a seguinte informação: A Unopar e a UEL mantêm convênios que as fazem parceiras nesta grandiosa missão educacional e jamais pensamos em estabelecer privilégios para nossos acadêmicos de Direito.
Penso que isto encerra o assunto.
Pesquisa sobre violência
Brincar com jogos de vídeo ou jogos de computador não incita a violência, segundo a opinião de 57% dos consumidores norte-americanos apresentada numa pesquisa publicada na empresa PC Data.
Além disso, segundo a pesquisa - realizada com 6.305 usuários da Internet - 59% das pessoas interrogadas acreditam na existência de uma ligação direta e negativa entre a violência nos filmes e na televisão e o comportamento na vida diária contra 43% que acreditam que ela exista também em relação aos jogos.
As canções com conotações violentas também têm um impacto negativo para 58% das pessoas interrogadas.
Mas 52% delas opinam que os pais devem limitar o tempo que seus filhos passam brincando com jogos violentos.
A sondagem foi realizada três semanas depois do tiroteio de 21 de abril na escola secundária de Littleton (Colorado), que causou 15 mortos, seguido de outro tiroteio numa escola da Georgia na semana passada, que acabou em seis feridos.
Esta pesquisa, naturalmente, não esgota o assunto que está preocupando muito, tanto os norte-americanos quanto povos de outros países. Estamos todos envolvidos e ameaçados pela violência e é importante aprofundar estudos sobre suas causas, também como modo de contê-la.





