Praça Londrina (Estélio Feldman)
Santas Casas
Não é só a Santa Casa de Londrina que se encontra em dificuldades, no Brasil. Saber disto, naturalmente, não ajuda muito. Entretanto, notícia que veio de Brasília, divulgada no começo da semana, representa uma esperança: indicou-se que o governo federal deve anunciar, hoje, um projeto de recuperação das Santas Casas. O plano consiste na liberação de uma linha de financiamento, por parte do BNDES, com juros de 1% ao ano. A notícia revela que entre as instituições, a Santa Casa de São Paulo é a que está em maior dificuldade. Com um atendimento diário de 6 mil pessoas, a Santa Casa está com uma dívida de R$ 71 milhões. Com a nova linha de crédito, o governo pretende liberar o dinheiro no prazo de 3 semanas. Diante porém das atuais dificuldades, a Caixa Econômica Federal fará um empréstimo-ponte de R$ 4 milhões, para que a instituição possa aguardar o período de liberação da nova linha de crédito do BNDES.
Sem discutir a situação do estabelecimento paulistano, é certo que a notícia parece boa para atender a todas as Santas Casas. A de Londrina, que também enfrenta seus problemas, e que tem contado com uma importante mobilização da comunidade para enfrentar seus problemas, seguramente também pode buscar esta alternativa aberta pelo governo.
Futebol
O Londrina e a Portuguesa estão perto de conquistar vaga para a primeira divisão do Campeonato Paranaense. O LEC, que caiu no ano passado, pode voltar agora. A Portuguesinha, que retornou ao profissionalismo, está fazendo um caminho rápido. Será bom se os dois times de Londrina conseguirem as vagas, embora isso seja apenas um pequeno passo, até porque o futebol, entre nós, não parece estar com muito prestígio. No basquete, temos tido muito sucesso de público. O futsal e o vôlei ganham espaço. Mas o futebol, o chamado esporte preferido do brasileiro, não consegue nem encher o VGD.
Sem apoio da torcida, tudo fica mais difícil. Quando a gente lembra que o Londrina já conquistou títulos estaduais, já chegou às semifinais do Brasileiro, já derrotou grandes equipes do país, fica pensando que alguma coisa está errada diante da aparente falta de interesse atual da maioria pelo clube.
Poderíamos ser aqui, apesar da falta de apoio do governo, um centro de esportes importante, no futebol como no basquete, no vôlei, no futsal, no atletismo. Gente que começou aqui se destaca lá fora. Mas tem que ir embora para conseguir destaque. Penso que nisso tem alguma coisa errada. Vamos ver se com dois times na divisão principal do futebol do Estado, a coisa começa a mudar.
Economia de água
Os maiores fabricantes brasileiros de louças sanitárias já estão adaptando seus produtos ao Programa de Qualidade e Produtividade (PBQP) que passará a vigorar a partir de 2002 e limita o uso de água dos vasos sanitários a 6 litros por ciclo. O objetivo é evitar o desperdício. Uma descarga tradicional consome, em média, 12 litros por ciclo. Um levantamento feito nos Estados Unidos constatou que as descargas são responsáveis por cerca de 40% do consumo de água de uma residência. Lá, a limitação já está prevista em lei e deve ser seguida por todos os países do mundo em pouco tempo.
Durante a 7ª Feira Internacional da Construção, realizada no Anhembi, em São Paulo, várias empresas apresentaram inovações dentro desta nova diretriz. A Hervy exibiu duas novas linhas de vasos com modificações no sistema de cifonamento e no poço interno adaptados à determinação. A Celite, líder do mercado de louças sanitárias, mostrou novos modelos, assinados pelo arquiteto e decorador Sig Bergamin, com reservatórios acoplados com capacidade de até 6 litros. A Deca também implementou modificações para redução do consumo de água. No seu estande, fez-se uma exibição de vasos desenvolvidos para possibilitar um escoamento eficaz de sólidos com uma menor quantidade de água.





