49 anos do Santuário
César AugustoMissaCatedral cheia na missa que antecedeu a romaria para a CapelaCom uma romaria - que foi precedida por missa, celebrada por dom Albano Cavallin, na Catedral de Londrina - celebrou-se, na noite da terça-feira, o 49º aniversário do Santuário da Mãe e Rainha, localizado no jardim do Colégio Mãe de Deus. A capela, que recebe em torno de 500 pessoas diariamente e fica aberta todos os dias, é, como disse o arcebispo londrinense em recente carta Pastoral, ‘um tesouro existente no centro da cidade’. Tesouro de fé.
O Colégio Mãe de Deus faz parte do melhor da História de nossa Londrina. Tem, aliás, quase que a idade do município. E por seus bancos passaram muitos pioneiros. De lá, saíram luzes de ensinamento, numa época em que sequer havia muita preocupação com cultura. O ‘Mãe de Deus’ foi, então, um verdadeiro farol a iluminar a cidade que nascia e lutava para viver, participando ativamente deste processo. Como escola, irradiava cultura. Como centro criado por religiosas, transmitia fé.
A criação do Santuário, em 1950, foi um complemento. Abriu portas para que a cidade pudesse participar da ação fulgurante da instituição. Hoje, não só ex-alunos mas todos quantos querem vivenciar um momento de paz buscam a Capela, encontrando ali, muitas vezes, respostas e, principalmente alento, um reforço para as lutas dos dias que enfrentamos.

Dias Gomes
Na terça-feira lancei aqui a proposta ‘zero morte no trânsito’. Não podia imaginar que naquele mesmo dia, Dias Gomes, o ‘bem-amado’ de todos quantos apreciam o gênio, acabaria se convertendo em mais uma vítima do trânsito.
Reitero tudo quanto foi escrito naquele dia: Dias Gomes não foi vítima de uma fatalidade. Morreu em função da irresponsabilidade, da falta de cuidado, da imprudência. E agora se torna um número. No fim do mês, quando se fizer o balanço, estarão lá listadas ‘tantas mortes no trânsito brasileiro’. O que insisto é que não deviamos ficar nos números mas perceber que cada um deles representa uma vida, uma pessoa, alguém que tem (ou tinha) família, amigos, esperanças.
Em termos de estatística, Dias Gomes ainda contrariou outra: morreu aos 76 anos, já estava bem acima da média de vida dos brasileiros. Isto também não conforta, nem reduz o impacto emocional daquela morte. Deveria porém, penso, fazer que nos voltássemos ao fundamental: perdemos esta semana uma das maiores inteligências do nosso País, jogada fora na estupidez do trânsito. Dias Gomes, como todos nós, iria morrer um dia. Não precisava porém ter morrido em um carro, vítima de uma conversão ilegal de um motorista profissional.


Perguntas
Dona Alice ligou para cá a fim de, como disse, fazer apenas uma pergunta: ela quer saber se todos os semáforos existentes em Londrina foram colocados na JK ou será que sobrou algum para a esquina das ruas Humaitá com Paranaguá. Mãe de um menino que estuda no José de Anchieta, diz ela que vive, todos os dias, a preocupação por saber que ele vai ter de atravessar aquela movimentada artéria.
No capítulo das perguntas, outra leitora, dona Cristina, fez uma mais simples: o que é que estão planejando fazer na esquina da JK com Paranaguá? Andaram realizando obras por lá, foram feitos buracos tanto no meio da avenida quanto na Paranaguá. O que vai se instalar ali ninguém ainda sabe.
Incrível, mas tenho mais perguntas dos leitores sobre o mesmo assunto. Dona Lúcia quer saber se, finalmente, vão instalar o prometido semáforo da esquina da João Cândido com Espírito Santo. Já colocaram um tipo de poste lá. Quem sabe, finalmente, sai mesmo o semáforo.
Para completar, deixando um pouco de lado os semáforos, o André, aluno da UEL, perguntou sobre a ponte inacabada que existe no Igapó. Parece que deveria ligar o Tóquio à Universidade, mas não se percebe qualquer sinal de que a obra venha a ser retomada.


Medicina do futuro
O empresário-cientista William Haseltine está convencido de que os genes são o ouro do século XXI. De sua nova fábrica nos arredores de Washington, o chefe de Human Genome Sciences (HGS) espera concluir em breve a produção de uma nova classe de medicamentos, elaborados à base de ‘‘pepitas’’ de DNA.
Recentemente inaugurada, a mina de ouro do dr. Haseltine se assemelha muito a uma sofisticada cervejaria. Por seus quilômetros de canos fluirão este verão proteínas humanas. Os primeiros medicamentos servirão para acelerar a cicatrização dos ferimentos na pele, limitar os efeitos da quimioterapia e reconstruir os vasos sanguíneos.
‘‘Esta fábrica é a concretização de um novo conceito, que tem como objetivo utilizar nossos genes para fabricar novos medicamentos’’, explica Haseltine. ‘‘Nosso objetivo é nada mais nada menos que criar uma nova forma de medicina, mais eficaz’’.
Esta revolução terapêutica do futuro começou no final dos anos 80, graças a uma nova técnica de detecção de genes inventada pelo biólogo Craig Venter. O dr. Haseltine, que acaba de fundar a firma HGS, se uniu ao campo de Venter para, segundo ele mesmo confessou, utilizar sua invenção na fabricação de medicamentos.
‘‘Esta técnica permite identificar genes e analisar a forma como fabricam os tecidos e células do corpo’’, completou.

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