Praça Londrina (Estélio Feldman)
Anibal Vieira da CruzOrigemA granja, no Distrito Espírito Santo, que provoca reclamação pelo cheiro
Turismo prejudicado
O Distrito Espírito Santo, não sei se vocês sabem, é considerado ponto turístico do munícipio. Mas, segundo moradores do local que vieram aqui com os narizes tapados, existe uma granja de porcos que está prejudicando seriamente o projeto para o desenvolvimento do distrito. É que os responsáveis pela granja, pelo que percebem as pessoas, não estão cuidando adequadamente do local que exala um tremendo mau cheiro, principalmente a partir das 18 horas. Um restaurante próximo ao local só está atendendo para o almoço. À noite, não dá para oferecer comida em meio ao cheiro que vem da granja. Também os alunos da Escola Municipal Luiz Marques Castelo sofrem com a situação, conforme disseram aqui.
Pois é, isso é coisa que não precisa acontecer. Já foi o tempo em que criação de porcos (ou de outros animais) tinha de ser suja e exalar péssimo cheiro. Atualmente, com algumas poucas medidas de higiene, o problema se resolve. Claro, eventualmente dá despesa, mas é certo que não se admite sequer uma situação desse naipe, seja ou não o distrito área turística, embora, sem dúvida, este fato prejudique qualquer projeto nesse sentido. Além disso, o mais importante é que é região em que moram pessoas que não precisam partilhar dos odores que são produzidos pela granja.
Ratos
Dona Maria de Fátima, residente no Jardim do Sol (zona Oeste), veio desesperada até aqui para reclamar da invasão de ratos que acontece no bairro onde mora. Os roedores, segundo informa, em grande número, estão levando pavor a ela e a quantos moram por lá. Eles roem os vasilhames com alimento, conta.
Diante a situação, a leitora conta que apelou para a Vigilância Sanitária que enviou uma pessoa a sua casa. A especialista disse que os ratos estão invadindo a casa por causa dos buracos na cerca e recomendou o uso de veneno contra eles, o que revoltou dona Maria de Fátima. Ratos - ponderou ela - não são uma questão individual, constituem uma praga, uma ameaça que atinge a todos. Mandar consertar cercas evidencia desconhecimento da questão.
A leitora afirma que os ratos, aparentemente, saem dos bueiros, o que acontece, principalmente, depois de fortes chuvas. Quer dizer, é possível combatê-los naquele que parece estar sendo seu principal habitat.
Lembrando que em Minas Gerais os ratos já estão sendo responsáveis por mortes de pessoas, pergunta: Será que vão esperar que alguém morra aqui para que adotem providências? Ela está com razão: os ratos já mataram mais gente no mundo que todas as guerras ao longo da História.
Calçadão
O leitor Reinaldo Mathias Ferreira envia carta com duas reclamações, ambas ligadas a problemas no Calçadão.
Há dias - escreve o professor - a Prefeitura determinou espaço para estacionamento de veículos que transportam valores na esquina da Avenida Paraná com a Rua Pernambuco, Calçadão. O espaço vale de segunda à sexta-feira, das 11 às 16 horas. Motoristas desavisados estão sendo multados por estacionarem ali. Entretanto, até agora nenhum carro de valores usou o local. Ficam circulando pelo Calçadão, abusando de um privilégio que não se justifica porque os valores estão bem protegidos por pessoal armado.
Outro abuso - assinala - é a autorização que se deu a 3 lojas de colocar no Calçadão mesa com guarda-sol para atividades que deveriam ser exercidas no interior desses estabelecimentos, inclusive com veículos (mercadorias) estacionados no local. Ora, esta parte mais nova do Calçadão nasceu com a intenção até agora garantida de não ter nenhum comércio ambulante. Se as posturas municipais impedem que mercadorias de lojas sejam expostas nos passeios, não seria o caso de notificar as empresas? Ou seria o caso de os guardas de trânsito multarem por estacionamento indevido?
À procura de ETs
Cerca de 400.000 usuários de computadores PC em todas as partes do mundo começaram a participar, desde segunda-feira, de uma iniciativa inédita: a busca de sinais extraterrestres nos confins do universo. A experiência é dos responsáveis pelo conhecido projeto científico britânico-norte-americano, o Search for Extraterrestrial Intelligence (SETI), que tem o objetivo de buscar a presença de civilizações inteligentes captando eventuais sinais de rádio no espaço.
A busca é feita com a ajuda de radiotelescópios gigantes capazes de detectar ondas de até 200 anos-luz de distância. O primeiro está instalado em Arecibo, na ilha de Porto Rico (é o mais potente, com uma cúpula de 305m de diâmetro) e o segundo perto de Macclesfield (noroeste da Inglaterra). Os cientistas dispõem de um captador provido de 56 milhões de canais, mas suas capacidades informáticas para analisar os sinais recebidos pelos radiotelescópios estavam saturadas.
Diante desta situação, fizeram um pedido de ajuda pública aos donos de PC para que se conectem com o computador central do SETI para assim multiplicar sua potência de cálculo. Aproximadamente 400.000 pessoas, estudantes apaixonados pelo assunto, engenheiros, aposentados e internautas já concordaram com a experiência.





