Praça Londrina (Estélio Feldman)
Horário da Zona Azul
Arquivo FolhaMais cedoÉ importante que os responsáveis pela Zona Azul cheguem mais cedoUma leitora veio aqui para comentar sobre o horário de chegada dos meninos que trabalham na Zona Azul. A questão é simples: ela começa a trabalhar às 8 horas da manhã. Então, chega pouco mais cedo e estaciona o carro na Zona Azul. Mas como os meninos não chegam antes das 8 (pelo menos é o que ela observou na área central) então a coisa se complica: ela precisa estar no trabalho na hora certa mas tem de acertar o pagamento do estacionamento. Um dia desses, ela contou, os meninos chegaram às 8 e 15. O atraso deles resultou no atraso dela.
Claro, vocês podem dizer que o problema se resolveria com a aquisição antecipada dos talonários de estacionamento. Assim, a pessoa chega antes das 8 e marca seu próprio talão. É uma alternativa. Mas muita gente não gosta de comprar nada antecipadamente. Por vezes, também, pode ser que comprou mas o talonário acabou.
De qualquer modo, entendo que se o horário de funcionamento da Zona Azul se inicia às 8, os responsáveis pela venda e fiscalização deveriam estar ali um pouco mais cedo. A gente sabe que é duro levantar cedo, ainda mais agora que o frio está começando. Mas este é um outro problema. O que parece certo é que a presença de alguém antes das 8 horas nos locais de Zona Azul representaria uma necessidade a fim de atender melhor os que se utilizam daquele espaço.
Memória
Excelente a iniciativa da criação da Associação Pró-Memória de Londrina e Região - esta idéia de regionalizar o projeto é igualmente válida porque a história deste Norte do Paraná está toda ela entrelaçada. Também adequada a escolha do primeiro presidente e idealizador da entidade, o empresário Klaus Nixdorf.
Vezes sem conta tem-se dito que a falta de memória é um dos pecados nossos. Se alguém quer conhecer a história brasileira deve procurar lá fora. O melhor livro-biografia de Pedro I, que encontrei, foi escrito por um brasilianista norte-americano. Esta associação surge precisamente para mudar isso, pelo menos entre nós.
E Londrina e a região precisam disso. É uma região nova, surgiu há menos de um século. O que produz certas vantagens: ainda temos, vivos, alguns dos que participaram da construção desta história. E é preciso aproveitar seu testemunho. Mas é necessário mais que isso, porque história real não pode se basear só na memória individual. Até porque a memória pessoal nos trai. Coisas que aconteceram comigo há 40 anos são lembradas de modo diferente por pessoas que participaram dos mesmos eventos. É necessário buscar fontes, realizar o trabalho histórico que dá base à verdadeira pesquisa.
Igapó
Desta vez, a coisa aconteceu de modo diferente do costumeiro: um leitor me procurou na quinta-feira à noite para contar que quase foi atingido por uma pedrada quando andava na barragem do Igapó, à tarde. Narrou que alguns moleques de rua (a atitude os torna diferentes dos meninos de rua) estavam jogando pedras contra luminárias e, além do dano à coisa pública, colocavam em risco a integridade de quem passava por lá.
No dia seguinte, o mesmo leitor veio de novo para contar que passou lá novamente e havia policiais na área, o que havia afastado os garotos que haviam ameaçado sua (e a dos outros) integridade física. Pois é, nem foi preciso publicar a reclamação aqui para que surgisse o policiamento na área. O que é bom. Claro que alguém pode dizer que se isso começar a acontecer com frequência, a Praça vai perder função. Infelizmente, porém, penso que sempre haverá problemas a denunciar. Por outro lado, se de fato não houver nenhuma denúncia a fazer, significará que a vida na cidade está melhor, que é, no fim, o objetivo de todos nós.
Ademais, o que se espera e necessita é que o policiamento notado um dia não seja apenas uma coisa esporádica. A população reclama (e merece) segurança sempre, em todos os pontos do município.
Energia sem inundação
A empresa Wobben Windpower, de Sorocaba (SP), inaugurou no mês passado a maior usina de energia eólica (que produz eletricidade a partir do vento) da América do Sul sobre as dunas do litoral cearense. A usina tem capacidade de 10 megawatts, suficientes para iluminar uma cidade de 100 mil habitantes, e está instalada no local conhecido como Prainha, próximo de Fortaleza.
Os 20 aerogeradores com 44 metros de altura têm capacidade para produzir até 500 quilowatts cada. A eletricidade abastecerá povoações e empreendimentos da região, podendo atender também a capital do Estado.
A empresa de Sorocaba é parceira no Brasil da Enercon, uma das principais fabricantes mundiais de equipamentos para geração de energia eólica. Essa empresa já instalou 2,2 mil aerogeradores em todo mundo em 18 países, totalizando capacidade de 1,1 mil megawatts. No Ceará, a Wobben instalou outra usina na Praia da Taíba, município de São Gonçalo, com capacidade de 5 megawatts. A unidade, inaugurada em janeiro, está sendo operada pela Companhia de Energia Elétrica do Ceará (Coelce). As duas usinas cearenses totalizam um investimento de US$ 15 milhões. A Wobben instalou outra usina no município de Palmas, no Paraná, em parceria com a Companhia Paranaense de Energia Elétrica (Copel), com capacidade de 2,5 megawatts.





