Praça Londrina (Estélio Feldman)
Arquivo FolhaEsforçoEm meio às dificuldades, enfermeiros se superam para atender pacientesDia dos enfermeiros
Uma fruta podre em um cesto pode estragar todas as outras frutas, é o que a sabedoria ensina. Por causa da denúncia contra o auxiliar de enfermagem Edson Izidoro Guimarães, acusado de haver matado um número imenso de pacientes em estado terminal internados no Hospital Municipal Salgado Filho, do Rio, houve certo temor em comentar o transcurso, ontem, do Dia do Enfermeiro. Todavia, é preciso saber separar o joio do trigo e perceber que aquele cidadão é a exceção, não a regra.
Se a profissão médica é considerada, com razão, um verdadeiro apostolado, é certo que a atividade dos (e das) enfermeiros se situa também no ponto da doação mais plena. Num país em que o atendimento médico-hospitalar é mais que precário, o trabalho dos profissionais de enfermagem se situa entre os mais estressantes, exigindo dedicação, amor, entrega mesmo.
Em Londrina, uma série de atividades, ao longo do mês, vem marcando a data. O mais importante, porém, é estabelecer o reconhecimento dos que são alvo deste trabalho dedicado e delicado, os pacientes. Com a experiência de dezenas de cirurgias, sou testemunha viva da atenção desses profissionais que, com seu desvelo, tornam menos dolorosa a provação de um internamento.
Xadrez na UEL
Atualmente, ninguém mais discute o fato de que o xadrez mais que um jogo é uma prática importante no aprimoramento do processo mental dos seus praticantes. Por isso é que hoje é possível aprender xadrez em escolas. Até mesmo na Universidade Estadual de Londrina. Diariamente, é possível jogar xadrez na Biblioteca Central da UEL. Na quarta-feira, a coisa é mais séria: a partir das 14 horas, são ministradas aulas de xadrez tanto para os universitários quanto para membros da comunidade interessados. O responsável por isso é o professor José Fidelis, do Departamento de Matemática.
O Departamento de Matemática da UEL tem estagiários que dão aulas para os cegos, no Instituto dos Cegos, e também para os surdos-mudos. São também desenvolvidas aulas na Unisa do Conhecimento, no Conjunto Parigot de Souza, e na Escola Oficina, na Zona Sul. Quer dizer, bastante oferta. E muitos interessados, especialmente na faixa mais jovem.
Tenho visto muitos garotos, principalmente na época de férias, jogando xadrez nos tabuleiros existentes no centro, diante da Biblioteca Pública Municipal. Jogam bem, principalmente os que participam de projetos de estudo. Gente jovem que se aprimora no esporte e na escola da vida.
Pedidos variados
A leitora Maria Nóbrega Pellegrini liga para fazer um pedido verdadeiramente insólito. Conta que sua assinatura da revista IstoÉ terminou e que ela não tem conseguido entrar em contato com os responsáveis para renová-la. Ela liga e o telefone dá aquele sinal de entrada para fax. Sem saber o que fazer, pediu que a Praça fosse sua porta-voz, solicitando que alguém da revista entrasse em contato com ela, pelo telefone 322-5258.
Outra leitora liga para comentar notícia sobre o fato de que apenas 81 municípios do Paraná têm auto-escolas. Como profissional da área, ela comenta a falta de atenção para este problema e, também, o valor ínfimo que se paga aos professores. Segundo seu entendimento, a desvalorização implícita nisto acaba se refletindo no resultado: quer dizer, não termos mesmo motoristas conscientes e responsáveis se não dermos a devida atenção à formação deles.
De um leitor preocupado com a violência recebo comentário sobre a idéia de se proibir a venda de armas de fogo em todo o país. Para ele, o tipo de idéia avestruz (aquele que afunda a cabeça na areia, para fugir dos perigos) já que, como pondera, os criminosos não precisam comprar armas. Eles as roubam.
Acalmando pelo som
A direção do metrô de Londres encontrou o remédio ideal para acalmar os nervos dos passageiros exasperados pelos atrasos e defeitos crônicos dos trens: utilizar a cálida voz de Marilyn Monroe para transmitir as informações.
As gravações normalmente usadas para anunciar as estações ou pedir aos usuários que se afastem da beira da plataforma irritam tanto os passageiros quanto os funcionários do metrô, segundo Steve Wilson, especialista da firma estatal de transportes.
A inesquecível Marilyn Monroe acabou sendo contratada para o serviço, embora caiba ainda aos condutores a desagradável tarefa de informar sobre as avarias constantes sofridas pelas composições do metrô de Londres. Segundo Wilson, a voz de Marilyn, reconstituída de forma digital, foi escolhida através de uma pesquisa feita com passageiros.
Idéia quase igual foi dada aqui por uma leitora: sugeriu que os bancos adotem música ambiente para acalmar os usuários que esperam nas filas para atendimento. Naturalmente, a idéia é a de usar música clássica, do tipo calmante. De fato, forró ou pagode poderia criar um clima meio quente no banco.
Entretanto, penso, melhor do que usar música para acalmar os clientes seria agilizar o atendimento, evitando que as pessoas tenham de ficar muito tempo nas filas.





