Praça Londrina (Estélio Feldman)
Clima de insegurança
Arquivo FolhaSoluçãoAumentar o policiamento ostensivo reduz a insegurança na cidadeHá alguns anos, meu amigo Alexandre Rocha Filho disse que se há uma coisa que faz a gente mudar de opinião sobre crime e criminosos é ser vítima de um assalto. Verdade. O jornalista Oswaldo Militão, companheiro do jornal, foi vítima no fim de semana de um assalto, o que este caderno divulgou ontem. Só não foi possível mostrar é a reação dele que ficou chocado, assustado, revoltado com a ocorrência. E, hoje, o jornalista tem uma posição muito mais radical sobre esta complexa questão do crime e do que fazer com os criminosos.
A questão é sempre séria. A gente não precisa ser vítima da violência para saber como a situação é grave. Entretanto, quando ela nos atinge, sem dúvida, provoca uma reação assustadora. Sentimo-nos, como Oswaldo Militão destacou, impotentes em face de uma ameaça verdadeiramente abusiva. E queremos, reclamamos com razão, pela proteção que a polícia tem que nos dar.
Talvez seja utópico esperar que se possa acabar com o crime de modo total. Todavia, é certo que o índice de criminalidade baixa, sensivelmente, desde que haja medidas concretas, ação objetiva, policiamento preventivo, presença de policiais e viaturas por toda a cidade. É porém o que está faltando. Faltam policiais, faltam viaturas, falta segurança. E nós nos sentimos reféns dos marginais.
Lombadas
Saem as lombadas eletrônicas, entram as fiscalizações com radar móvel. Não é a solução. O trânsito de Londrina está cada vez mais perigoso. Há muitos acidentes todos os dias, o excesso de velocidade é uma das causas. Outra é a falta de respeito dos motoristas, em geral. As lombadas eletrônicas estavam cumprindo seu papel: obrigavam o motorista a reduzir a velocidade. Mas, informaram para a gente que o custo era muito elevado, que as multas conseguidas ali não atingiam o valor pago.
Ora, se o objetivo das autoridades era multar, então sem dúvida as lombadas eletrônicas não resolvem. Mas é certo que isto é tenebroso. O fato de as multas não cobrirem os custos é irrelevante, diante do resultado indireto. Menos acidentes constituem um fator importante para a segurança. A economia que se faz, tanto no que diz respeito às despesas com reparos, e principalmente em relação às vidas que são poupadas, compensa de modo inequívoco o custo das lombadas.
Concordo com os que consideram que a desativação das lombadas eletrônicas foi um retrocesso. Penso que a vigilância com radar móvel não compensará a falta. Só espero que não tenhamos de pagar com mais vidas esta economia oficial.
Rádio Alvorada
Em carta, o professor Eduardo Afonso fez um comentário sobre o aniversário da Rádio Alvorada de Londrina, transcorrido dia 1º, destacando o papel do primeiro bispo e arcebispo local, dom Geraldo Fernandes, na criação da emissora. É um depoimento importante, até porque representa um resgate necessário sobre uma das muitas coisas que dom Geraldo deixou para nós.
A modéstia, porém, impediu que o mestre destacasse seu próprio papel na vida daquela emissora. Eduardo Afonso foi, por muitos anos, diretor da Rádio Alvorada e realizou na oportunidade um trabalho dos mais profícuos, tanto na parte da função radiofônica, dando grande destaque à emissora, quanto na atuação humana, criando junto à equipe (da qual, com satisfação, por algum tempo, fiz parte) um espírito de união, o que potencializava o trabalho de cada um.
O rádio teve papel preponderante na vida de Londrina, desde 43, quando surgiu a Rádio Londrina, a pioneira. Veio depois a Difusora, seguiu-se a Paiquerê, nasceu a Rádio Clube, veio a Alvorada. Todas fizeram história. Podiamos aproveitar que temos, ainda vivos, muitos dos que participaram desta saga para realizar este importante resgate, parte da história de nossa Londrina.
Pipas ameaçadoras
Dez bairros de Sorocaba (SP) ficaram sem energia elétrica entre a noite de quarta e a madrugada de quinta-feira da semana passada. A Empresa Bandeirante de Energia (EBE) informou que o problema foi provocado por pipas enroscadas na fiação, que teriam provocado curtos-circuitos.
Equipes da empresa percorreram as regiões afetadas e descobriram grande quantidade de pipas enroscadas na fiação. Segundo os técnicos, a garoa fina da noite pode ter molhado esse material, causando curtos-circuitos. A assessoria da EBE disse que em casos como esse os sistemas de proteção da rede desligam automaticamente.
Para a religação, foi necessário remover parte das linhas, papel e estruturas de bambu presos na fiação. Segundo uma assessora da empresa, a preocupação maior é com o risco de vida a que se expõem crianças e adolescentes quando tentam retirar as pipas usando varas verdes, que são condutores de energia. A descarga pode ser fatal.
Até pensava que isto não acontecia mais, nestes tempos modernos. Mas, pelo visto, apesar de tantas inovações existem crianças que empinam pipas, assim como também há as que jogam pião. Lembra a infância mas, como alertam os responsáveis em Sorocaba, é preciso cuidado para evitar que a brincadeira se torne em tragédia.





