Religião e cidadania
Paulo WolfgangParticipaçãoMembros da Igreja Tenrikyo limpam o Zerão para celebrar o Dia do TrabalhoDia 1º de maio, feriado, Dia do Trabalho, uma cena insólita na escadaria do anfiteatro do Zerão: um grupo de pessoas trabalhando com afinco na limpeza do local. Parecia um tipo diferente de comemoração da data e era: tratava-se de um grupo de membros da Igreja Tenrikyo, de Londrina, realizando o que chamavam de atividade cívica para melhorar aspectos da cidade.
Há, sem dúvida, muitos modos de louvar a Deus. Um deles, sem dúvida, até mesmo conforme o ensinamento de Jesus, é precisamente o de servir ao semelhante. A atividade dos membros daquela Igreja é diferente e bem interessante. Um serviço prestado sem qualquer tipo de interesse - nem mesmo a divulgação, tendo sido difícil até conseguir informações sobre a atividade que não visava propaganda da Igreja - a não ser o de melhorar o aspecto de um local que é usado por muitos durante todo o ano.
A gente pode dizer que limpar próprios públicos é tarefa da Prefeitura. Certo. Mas se cada um, se entidades cívicas - e até religiosas - se voltassem para este tipo de ação comunitária, a cidade ficaria mais bonita e haveria um sentimento maior de integração. A praça é do povo, diz o poema de Castro Alves, a cidade é de todos nós, digo eu, o que significa que somos todos responsáveis por ela.

Biblioteca
Alguns frequentadores da Biblioteca Pública Municipal, especialmente pessoas que costumam ir até lá quase que todos os dias para ler jornais e revistas, vieram reclamar porque estavam percebendo a redução do número de publicações à disposição. Não se pode minimizar esta reclamação porque para muita gente o acesso a jornais e principalmente revistas é difícil, inclusive pelo custo. Para muitos, a BPM é o único canal com informações escritas.
A propósito, a responsável pela Biblioteca, dona Lucila, informou que o problema decorre de uma situação simples: venceram as assinaturas de algumas revistas. E como a renovação das assinaturas em órgãos públicos é mais complicada do que para os demais leitores (não se pode fazer isto apenas preenchendo os bloquetos que as publicações mandam) pode acontecer um hiato, quando do vencimento.
Entretanto, como ela já assegurou, providências já foram tomadas e em curto espaço as revistas voltarão a ser ofertadas aos leitores. A vontade era oferecer mais jornais, mais revistas, ampliar a disponibilidade de publicações em benefício do público. Aos poucos, com boa vontade, que não falta ao pessoal da BPM, isto vai acontecer.


Chuva e barro
A jovem Ingrid Murielli, aluna da 6ª série do Instituto Estadual de Educação de Londrina, ligou para informar sobre um problema que afeta muitos dos estudantes do estabelecimento, em dias de chuva, como ontem. O ponto de ônibus que fica em frente ao IEEL, na Rua Brasil, se torna um verdadeiro lamaçal em ocasiões assim. Ingrid lembrou que a maioria usa ônibus, como ela, e acaba enfrentando o problema principalmente quando chega, tendo de descer do coletivo sobre o barro. Informou também que muitas mães já reclamaram mas até agora ninguém fez nada. Segundo ela sabe, a questão está afeta à Comurb.
Chuva, que é uma coisa boa e necessária, provoca transtornos também. Quando chove, o trânsito fica pior, as ruas sem asfalto se tornam intransitáveis, as calçadas - mesmo em locais asfaltados - se tornam uma verdadeira armadilha, isto sem falar nos bueiros entupidos. Pior é que, pelo visto, ninguém se preocupa em resolver os problemas durante a estiagem. Daí, quando chove, acontece tudo e as autoridades se justificam precisamente com a inclemência do tempo. E nós, graças a Deus, não temos tornados como os que atingiram esta semana alguns Estados dos EUA. Seria mais fácil cuidar melhor de nossas ruas e calçadas.


Plantas contra a leucemia
Os segredos de um remédio tradicional chinês à base de plantas, que demonstrou uma surpreendente eficácia no tratamento de certas formas de leucemia, acabam de ser revelados por uma equipe de pesquisadores franceses que analisou sua composição molecular. Os pesquisadores, cujos trabalhos foram publicados na nova revista mensal Nature Cell Biology, em seu primeiro número, que será lançado este mês pelo grupo Nature, demonstraram, de fato, que a indirubina, substância contida nesse antigo medicamento chinês, bloqueia a multiplicação das células que permitem que os tumores proliferem.
As ervas medicinais chinesas utilizadas há séculos são, no geral, uma mistura de plantas diversas. Para esclarecer a maneira como atua um desses tratamentos seculares, o ‘‘Danggui Longhui Wan’’, uma mistura de onze plantas, a equipe de Laurent Meijer, do laboratório celular do Centro Nacinal Francês de Pesquisas Científicas de Roscoff (Bretanha, oeste da França), recorreu à biologia molecular moderna. A indirubina, componente vermelho do azul índigo (primeiro corante utilizado pelo homem), é considerada, segundo recentes descobertas, o ingrediente mais ativo da poção medicinal ‘‘Danggui Longhui Wan’’. Este remédio é utilizado para tratar a leucemia mielóide crônica.

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