Praça Londrina (Estélio Feldman)
Arquivo/FolhaSegurançaLombada eletrônica diante do Iate. Dá mais segurança em local perigosoO fim das lombadas eletrônicas
Depois de 4 anos, com resultados positivos para a melhoria no trânsito, as lombadas eletrônicas que existem em algumas das principais vias urbanas da cidade vão ser desativadas. Custam caro, conforme o titular do Ippul, sendo que as multas não cobrem o valor que a prefeitura paga à empresa responsável por elas. Na verdade, as lombadas não deveriam existir para multar e sim para coibir a velocidade excessiva. E isto elas conseguiram. Houve até um resultado inesperado: um crime foi solucionado graças a uma lombada eletrônica, vocês lembram? A foto feita em um carro roubado, que passou com velocidade excessiva numa lombada, acabou revelando o autor de um crime, ligado ao roubo daquele veículo.
O Ippul garante que semáforos, rotatórias e vigilância através de radares móveis vão substituir adequadamente as lombadas. Com um custo bastante inferior. Continuo a insistir na tese de que o custo direto deveria ser a última preocupação das autoridades responsáveis pelo setor. Mesmo porque, se as lombadas eletrônicas não geram multa é porque os veículos estão trafegando em velocidade menor, o que reduz acidentes, perdas de vítimas, prejuízos. Compensa o custo. Vamos esperar - e desejar - que a mudança não provoque nova onda de acidentes, entre nós.
Correspondência
- De dona Nair Paglia Piantini, que inclusive mandou junto uma fotocópia de sua identidade, recebi um poema alusivo ao Dia das Mães, uma verdadeira homenagem às Mães Pioneiras. É oportuno e realmente inspirador. Se houver possibilidade (e isto inclui, também, questões técnicas) pretendo publicá-lo, até o final da semana.
- A jornalista Hylea Ferraz, que tantas colaborações tem enviado à Praça, pede mais informações sobre nota publicada aqui, no último dia 28 de abril, referente a um apelo do papa João Paulo II no sentido de que os artistas de todo o mundo estabeleçam uma nova aliança com a Igreja. Hylea quer mais informações. Infelizmente, não tenho. A notícia veio pela Agência France Presse. Como era difícil usá-la no noticiário específico do jornal, eu a peguei (como faço com muitas informações, as que publico quase todos os dias no pé desta Praça) e usei. Como a jornalista tem, conforme informou, e-mail, penso que talvez seja possível conseguir mais detalhes direto com o Vaticano.
- Da Santa Casa recebo fax informando sobre palestra que o cardiologista Ricardo José Rodrigues, chefe da UTI da entidade, vai proferir, hoje, no auditório da Santa Casa, a partir de 19h30. O tema é Choque cardiogênico, Neurogênico, Hipovolêmico e Séptico.
Cinemas
Londrina tem 6 cinemas. Quando a gente lembra que há 40 anos tinha quase este número, percebe que a oferta para o público não aumentou muito. E se consideramos que o Ouro Verde não funciona o tempo todo como cinema, ficamos só com 5 salas disponíveis. Isto acaba limitando até a possibilidade de lançamentos de tal modo que há filmes importantes que não são exibidos aqui.
Uma interessante alternativa tem sido propiciada pelos cinco cinemas em funcionamento, usando horários diferentes para as atrações. Com isto, esta semana (como tem acontecido em outras ocasiões) os 5 cinemas estão oferecendo 7 filmes, inclusive Orfeu - que está no Catuai e no centro - e Inimigo de Estado, os dois de maior público, no Brasil, atualmente. Tem também Oito milímetros, um instigante filme de suspense, Vampiros, Prova final e Uma carta de amor, com Kevin Costner. São atrações para vários tipos de gosto.
Claro que o melhor seria que houvesse mais salas, o que evitaria o que aconteceu sábado passado, quando a lotação evitou que todos os interessados vissem Oito milímetros. Pelo que se anuncia, lá mesmo no Catuaí, vem aí mais cinemas, pelo menos mais duas salas lá. E os novos shoppings também devem ter cinemas.
Discriminação contra as mulheres
Segundo sexo ou sexo de segunda categoria: o Congresso Internacional da Unesco sobre o ensino técnico e profissional, que se realizou no mês passado em Seul, Coréia do Sul, abordou a discriminação sofrida pelas meninas e pelas jovens.
Os participantes foram além do problema concreto que lhes era submetido, a igualdade de acesso à educação técnica e profissional, para analisar o problema global da discriminação cultural e social enfrentada pelas mulheres ao longo de sua vida, começando pela infância e em suas próprias famílias.
Assinalaram as diferenças entre países, em particular entre países desenvolvidos e em vias de desenvolvimento, e as diferenças de grau na discriminação, para concluir finalmente que resta um longo caminho a percorrer para chegar à igualdade.
As leis nacionais e as declarações oficiais proclamam em geral a igualdade de direitos entre homens e mulheres, mas a realidade é muito diferente, declararam os congressistas. No foro, foi apresentado um informe sobre a Índia em particular e os países do terceiro mundo em geral (dois terços da humanidade) e outro, procedente da Dinamarca, sobre a situação na Europa.
No debate geral, o tema central foi ainda o problema da discriminação sexual e os participantes afirmaram que os homens não estão dispostos a renunciar a seu poder.





