Praça Londrina (Estélio Feldman)
Arquivo/FolhaMovimentoComércio intenso e movimentado cria empregos e melhora a vida de todosMais empregos
Um dirigente sindical, falando sobre o desemprego no Dia do Trabalho, sugeriu como solução a redução na carga horária do trabalho como meio para a geração de mais empregos. Pessoalmente, penso que não é a melhor solução. Recentemente, divulguei aqui mesmo um estudo feito pela entidade que congrega os supermercados do País indicando que se fosse permitido o trabalho naqueles estabelecimentos aos domingos, haveria a criação real de alguns milhares de empregos.
Em Londrina, a questão pode ser percebida com facilidade. Dentro da idéia de revitalização do centro, se houvesse condições (e autorização) para o trabalho à noite, durante a semana e aos sábados, e também aos domingos, seria criado um elevado número de empregos, de imediato. Com as medidas paralelas que são necessárias para esta ativação (segurança, estacionamento, além de outros serviços) também haveria campo para mais empregos.
Esta é uma boa solução: mais trabalho. O comércio pode criar mais empregos e precisa de menos estímulo e apoio do que a indústria. Infelizmente, porém, discute-se muito mas não se adotam medidas concretas para criar estas novas condições de trabalho, que poderiam ajudar muita gente. E fariam Londrina se revitalizar.
Jorge Scaff
O Grêmio/Aguativa perdeu, está fora do Campeonato Nacional de Basquete, mas não decepcionou. Chegou à quinta partida, poderia até ter tirado o time de Oscar da competição. E assustou os adversários, como se pode ver na última partida, domingo, quando houve pressão até contra os torcedores que foram a São Paulo para estimular o time.
Naquele incidente, avultou a figura de Jorge Scaff, mais que um dirigente, um londrinense de coração que falou a todo o Brasil, pela SporTv, sobre o papelão dos que queriam impedir a presença dos torcedores do Grêmio/Aguativa na quadra - o que atrasou o inicio do jogo. Scaff deu a dimensão de Londrina, reclamando o merecido respeito à cidade, ao Estado, ao esporte.
Do outro lado, o ídolo Oscar. Falou besteira, culpou a imprensa londrinense pelos incidentes. Ora, esta Praça foi explícita ao pedir que Oscar fosse respeitado. Alguns torcedores inclusive atenderam o apelo. Só que tem uma coisa: a gente aplaude o ídolo, mas não pode aceitar a atitude anti-desportiva do jogador que dá murro na mesa, pressiona o árbitro, age irresponsavelmente.
Como disse um torcedor, domingo mesmo: não quero ver este Oscar jogando no nosso time, nem agora, nem nunca. Ganhou a série, perdeu muitos admiradores.
Festa frustrada
O presidente do Consórcio Comunitário de Londrina, órgão da Federação das Associações de Moradores de Conjuntos e Bairros de Londrina, Moisés dos Santos, esteve na Praça para contar porque é que não aconteceu a Grande Festa dos Trabalhadores que a entidade iria promover no dia 1º de Maio, na Praça do Jardim Castelo.
Ele contou que foi feito um pedido à Comurb para a instação de uma ligação temporária de 110 volts com disjuntor de 40 amperes, no local. Na manhã daquele dia, um técnico foi fazer a ligação da aparelhagem no ponto ali instalado. Não conseguiu. Acabaram chamando a Copel quando souberam que a ligação havia sido feita em 220 volts. Resultado, a aparelhagem queimou toda, a festa não aconteceu.
Moisés diz que quer explicações e ressarcimento. O presidente da entidade tem muitas dúvidas, pensa até que pode ter havido boicote contra a festa. O Consórcio vai enviar ofícios a respeito para a Comurb e a Copel e também para a imprensa. E entende que alguém deve cobrir os prejuízos, ao menos os materiais, já que a perda devida à não realização da festa no momento adequado é irrecuperável. Havia muita gente esperando pela festa, uma frustração que não tem como ser compensada.
Riscos da obesidade
A mortalidade causada pela obesidade diminui com a idade, informou um estudo publicado na Revista da Associação Médica americana (JAMA).
O risco de mortalidade ligado à gordura diminui consideravelmente com a idade nos dois sexos e em todos os graus de obesidade, destacou Ralf Bender, da Universidade de Bielefeld, na Alemanha.
Este estudo, realizado com mais de 6 mil obesos de 18 a 74 anos, acompanhados durante uma média de 14,8 anos, mostra que as mortes causadas pelo excesso de peso diminuem de 4,2% a 1,95% entre homens e de 3,8% a 1,8% entre as mulheres na faixa de 30 a mais de 50 anos.
Segundo os pesquisadores, o menor risco - tanto para os homens quanto para as mulheres - está acima dos 50 anos. O maior é para os menores de 30 anos.
Por outro lado, o maior risco para os homens está abaixo dos 40 anos para os moderadamente gordos e abaixo dos 50 para os moderadamente obesos, afirmaram.
Estudos anteriores mostravam que os riscos de mortalidade ligados ao excesso de peso diminuíam com a idade, mas ao contrário do estudo de Bender, o número de casos examinados foi muito pequeno.





