Arquivo FolhaRespeitoMovimento no Calçadão é aceitável, mas com respeito aos moradoresBarulho no Calçadão
Uma leitora ligou para a redação a fim de informar que ela (e todos os vizinhos) não tem tido mais sossego nos últimos tempos devido às obras que vem sendo realizadas pela agência do Banco Itau que se localiza ali. O problema, conforme a leitora explicou, é que as obras não estão se realizando no horário normal do expediente, naturalmente para não incomodar os usuários do estabelecimento. Mas o trabalho é feito à noite, durante a semana, e também aos sábados e domingos. Quer dizer, quem acaba levando as sobras são os moradores das cercanias. Eles tem razão quando reclamam, principalmente em relação ao horário noturno. Existem leis que regulamentam atividades à noite e que visam garantir o sossego aos moradores.
Morar no Calçadão é, sem dúvida, um desafio não só por causa do movimento intenso que existe ali mas também porque o local é usado para uma série de manifestações públicas. Mas isto é compensado pelo conforto de morar no centro da cidade. De qualquer modo, até mesmo para manifestações e, naturalmente, reformas, há límites: fazer bagunça à noite, realmente, fere os direitos de quem precisa descansar. A discussão pode ficar para o sábado e o domingo. Comércio naqueles dias (um tema que está em discussão) é até aceitável, mas bagunça de reforma, penso que não.

Ônibus
A propósito da nota publicada aqui, terça-feira, recebi nota da Transportes Coletivos Grande Londrina que, entre outras coisas, informa que ‘a grande demanda da linha 307 - Avelino nos horários de rush já levou a empresa a colocar mais ônibus no itinerário. Segundo a empresa, a linha conta atualmente com 10 carros nos horários de pico, ‘o que significa uma frequência em torno de 6 minutos entre um veículo e outro’, sendo que os ônibus da linha são os maiores da empresa.
Por outro lado, a TCGL aproveita para esclarecer o incidente citado pela leitora Maria Aparecida Martins, ocorrido num coletivo da linha 202 - Conjunto Roseira. ‘A empresa informa que a linha não é operada pela TCGL, como aponta a matéria, e sim pela empresa Francovig’, assinala a nota.
Quanto à sugestão feita pela reclamante para que os cobradores não deixam ninguém parado nos degrus, a TCGL explica que dentro dos coletivos existem adesivos informativos alertando para este perigo.
‘Além disto - completa a nota - um video educativo produzido pela empresa é transmitido diariamente no sistema de televisão do Terminal Central, com dicas de como os usuários podem manter um comportamento seguro e civilizado ao usar os ônibus’.


Rua Humaitá
‘Você já tentou atravessar a Rua Humaitá, de carro, pela uma da tarde ou às 7 da noite?’, perguntou um amigo, ontem, ao telefone. E completou: ‘É uma experiência assustadora, apavorante’.
Tem razão. A Humaitá, não só nos horários citados mas também pela manhã, tem um movimento intenso. É uma das principais vias de acesso para a UEL e também para o Colégio Universitário. Atravessa-la, nas esquinas da Montese, Paranaguá, Canudos ou Monte Castelo é uma dificuldade. O Ippul tem prometido instalar, pelo menos em uma das esquinas - possivelmente na Paranaguá - um semáforo, que ajudaria muito. Mas, infelizmente, as promessas do Ippul tem demorado a se concretizar.
A resposta que dei ao amigo, explicando que fujo sempre que posso de enfrentar aqueles cruzamentos, foi uma que aprendi há tempos com outro leitor: o negócio é procurar alternativas. É possível fazer a volta pela Higienópolis, aproveitando o sinaleiro que existe na esquina da avenida com a Humaitá. De modo geral, aliás, o motorista hoje, em Londrina, precisa fazer mesmo é um tipo ‘plano de vôo’ quando sai de casa. Preparar o roteiro antecipadamente para fugir de cruzamentos complicados e do congestionamento que é enorme nos chamados horários de pico.


Televisões educativas
As televisões culturais e educativas decidiram intensificar sua cooperação e estreitar seus vínculos, acima das fronteiras, durante os eventos realizados no 36º Mercado Internacional de Programas Mip-TV, organizado há duas semanas em Cannes (sul da França). E lançam uma idéia que pode ajudar a aproximar os povos: o banco de programas.
A Associação Internacional de Televisões Educativas e de Descobrimento (AITED) realizou sua assembléia-geral anual decidindo em particular pela criação de um banco de intercâmbio de programas, com a participação dos 40 canais integrantes do acordo. A idéia é que cada canal ofereça um de seus programas, livre de direitos audiovisuais, para ter o direito de exibição das produções colocadas à disposição pelas outras emissoras.
A AITED, fundada há dois anos, por iniciativa do canal educativo francês La CinquiSme, reúne canais de televisão públicos e privados, que vão desde a BBC britânica até o canal japonês NHK, passando pelos canais norte-americanos do setor estatal (PBS) e canais da África e da Índia.
As televisões educativas decidiram também trabalhar conjuntamente na organização do WEM (mercado mundial do audiovisual educativo), que deve acontecer em Vancouver, no Canadá, em maio do próximo ano.

mockup