Arquivo/FolhaCongestionamentoMuitos veículos ocupando pouco espaço, provocando mais acidentesPerdas inaceitáveis
Não gosto, e já repeti isto muitas vezes, de estatísticas, notadamente diante de tragédias. Quando a gente lê, conforme foi publicado ontem neste caderno, que houve 36,66% de aumento no número de mortos no trânsito em Londrina, nos primeiros 3 meses deste ano, em comparação com 1998, não consegue perceber que por trás destes números existem vidas. Esta é a questão.
Nos primeiros 3 meses deste ano, 15 pessoas morreram vítimas de acidentes de trânsito. No mesmo período, 510 ficaram feridas, um aumento, conforme as estatísticas, de 26,86%. E o total de acidentes igualmente aumentou em 15,71%, chegando a 1.318 o que dá mais de 400 por mês, o que significa mais de 10 por dia.
É muito acidente, é muita dor, é morte demais. Acreditava-se que, com o novo Código Nacional do Trânsito, isto se modificasse. Minha esperança pessoal e utópica era a de que estes números todos fossem zerados. O sonho tem de ser este: sem acidentes, sem vítimas. As 15 pessoas que morreram nos primeiros 3 meses deste ano são vítimas de uma situação abusiva e inaceitável. Os 510 feridos, igualmente, poderiam estar vivendo em condições melhores, não tivessem sido atingidos pela imprudência, pela falta de civilidade num trânsito cada vez mais louco.

Caminhões
Caminhões, no Brasil, são vitais. Transportam quase tudo. Mas é certo que nas vias urbanas eles provocam muitos problemas, como assinalam moradores da Rua Guararapes, no Jardim Higienópolis. A propósito, levei uma bronca porque como moro naquela rua, disseram que eu já devia ter abordado o assunto há tempos. A reclamação é a de que os moradores daquela rua não podem ser prejudicados porque o responsável pela Praça não quer comentar coisas de perto de sua casa para que não digam que advoga em causa própria.
Então, como penso que eles têm razão, vou ao problema: caminhões estacionados na esquina da Rua Montese, quase que todos os dias, dos dois lados da rua, criando sérias dificuldades para o trânsito. Pior, como me disse um morador daquele quarteirão, é quando um terceiro caminhão vai passar na rua. Para complicar, como há uma grande construção ali, também se forma um congestionamento quando há descarga de concreto.
Penso que há leis a respeito, inclusive no que tange à descarga de caminhões. E, ao que parece, elas não estão sendo devidamente seguidas. Qualquer dia pode acontecer um acidente sério ali. Medidas preventivas da autoridade responsável pelo trânsito - inclusive ordenando o estacionamento ali - poderiam evitar isto.


Padre Zezinho
Falta ainda mais de um mês, mas os ingressos já estão à venda e penso que o Moringão vai ficar completamente lotado no dia 30 de maio, com a festa que marca os 35 anos de carreira do Padre Zezinho.
Nesta época em que estão surgindo tantos ‘padres cantores’, a figura do padre Zezinho continua em primeiro plano porque ele não é, apenas, um cantor ou animador de shows, mas um verdadeiro propagador da fé que compôs algumas das mais sensíveis músicas com temas religiosos nestes últimos 35 anos. Ligado aos jovens, no começo de seu apostolado, padre Zezinho escreveu livros, compôs músicas, cantou e correu o Brasil levando suas melodias, mensagens de fé, amor e esperança.
Na última vez que esteve aqui, há cerca de 4 anos, lotou o Moringão, apresentando um espetáculo maravilhoso para milhares de pessoas de todas as idades. Desta vez, penso, vai haver ainda mais gente. E é uma oportunidade muito boa, até porque a mensagem do padre Zezinho vai além da Igreja Católica, é um canto que alberga todas as crenças, mesmo as não cristãs, e as une no Amor de Deus.
Na festa de 30 de maio, os que apreciam padre Zezinho vão, sem dúvida, agradecer por sua vida de trabalho buscando, através da música, aproximar os homens de Deus.


A arte e a Igreja
O Papa João Paulo II dirigiu, na semana passada, um pedido aos artistas do mundo inteiro, para que estabeleçam uma ‘‘nova aliança’’ e desenvolvam uma ‘‘cooperação mais rica entre a arte e a Igreja’’. O pontífice, que se define particularmente ligado aos artistas ‘‘por experiências que remontam à juventude, que marcaram minha vida de maneira indelével’’, foi poeta, dramaturgo, escritor e ator quando era estudante, sacerdote e bispo de Cracóvia, na Polônia.
Em sua ‘‘Carta aos artistas’’, o pontífice recorda as responsabilidades dos artistas e condena a busca ‘‘frenética pela popularidade fácil’’, de ‘‘uma banal glória’’ e, sobretudo, ‘‘o cálculo de um possível lucro pessoal’’ que não deveria nunca ‘‘dominar’’ os artistas conscientes de seu dever.
‘‘A Igreja necessita da arte’’, afirmou o Papa, citando escritores, pintores, músicos, assim como arquitetos. Mas ‘‘a arte necessita também da Igreja’’, disse.
O pontífice deseja aos artistas de todo o mundo, às portas do terceiro milênio, que ‘‘sejam tocados’’ pela inspiração criadora proveniente do ‘‘vento divino’’.
O documento foi apresentado pelo cardeal francês Paul Poupard, ‘‘ministro da cultura’’ do Papa, pela escritora italiana Susanna Tamaro, autora do célebre livro ‘‘Vá aonde te levar o coração’’ e pelo cineasta italiano Ermanno Olmi.

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