Praça Londrina (Estélio Feldman)
Problema no ônibus
Arquivo FolhaDificuldadeExcesso de passageiros cria dificuldades para os usuários de ônibusDona Maria Aparecida Martins, aposentada, que mora na Rua Marques de Valença, 72, Jardim Coimbra, veio aqui, semana passada, para reclamar da superlotação dos ônibus de transportes coletivos da empresa Grande Londrina e da má educação de seus usuários.
Segundo dona Maria, ela veio trazer a neta, Vitória, de 5 anos, ao Instituto de Previdência do Estado (IPE), onde a menina tinha uma consulta marcada para às 8 horas. Depois de tentar pegar dois ônibus da linha 307/Avelino sem sucesso - os ônibus estavam com gente caindo pelas portas - , neta e avó chegaram até o terminal. Pegaram um segundo ônibus, desta vez o da linha 202 - Conjunto Roseira, também superlotado. Quando fomos descer, minha neta esbarrou em uma moça que estava parada nos degraus da porta, bem no caminho. A moça deu um chute na menina. Eu fui reclamar e ela me chutou também, contou. A moça, segundo ela, era bonita e estava bem vestida. E se a menina cai, se machuca? A moça que fez isto é uma pessoa ruim, mas a empresa também tem culpa porque os ônibus vivem superlotados, afirma.
Dona Maria pede à empresa de ônibus que, para evitar acontecimentos semelhantes, tome alguma providência. Ou põe mais ônibus na linha, nestes horários de superlotação, ou então que o cobrador não deixe ninguém ficar parado nos degraus, diz.
Escolas
A gente nem gosta de pensar, mas a tragédia provocada por jovens fanáticos nos Estados Unidos assusta. Pode acontecer aqui? Infelizmente, penso que sim. Coisas semelhantes, temos visto: tem aquele garoto que foi fuzilado no pátio da escola, tem o outro que foi atingido quando esperava uma pessoa na porta de um estabelecimento.
Para que estas coisas não aconteçam, entre tantas outras coisas, é preciso que haja mais presença policial, pelo menos nas cercanias das escolas. Tenho recebido denúncias até sobre ponto-de-venda de drogas perto de alguns estabelecimentos locais. Inclusive nas cercanias do Colégio José de Anchieta.
Os traficantes estão cada vez mais desenvoltos porque, aparentemente, sua ação não tem sido coibida. Entendo que isto ocorre também por falta de policiamento. Quando tem polícia perto, o marginal se afasta.
Temos de proteger nossos jovens. Claro que isto não será suficiente diante de ações malucas idênticas às da escola norte-americana. Para evitar isto, é preciso educação e trabalho familiar. E é certo que precisamos de atuação em todos os campos para conseguir evitar que tragédias como aquela aconteçam entre nós. A escola tem de ser um local seguro para todos.
Agradecimento
Do leitor Álvaro José Manchini recebemos uma mensagem, via Internet, com um agradecimento ao Ippul. Diz a mensagem: Gostaria de agradecer publicamente ao Ippul, pela execução da sinalização no cruzamento das ruas Alfredo Batini e Sorocaba, solicitada via e-mail através da home-page da Prefeitura. Naquele local estavam ocorrendo vários acidentes e com certeza a medida contribuirá para a redução das ocorrências. Demorou um pouco, mas valeu a atenção dispensada aos moradores do Jardim San Remo.
Fico bastante contente quando posso ser portador de mensagens desse teor que indicam a preocupação da autoridade em atender aos justos reclamos do cidadão e a percepção do público também é grato. E gostaria de ter mais mensagens desse tipo, o que porém não está acontecendo. Talvez porque o público não seja muito de agradecer. Mas também porque só no acompanhamento de alguns pedidos que tenho veiculado aqui percebo que há muita promessa e pouca realização.
Entre outros, cito aqui as promessas sobre a instalação de semáforos na rua Humaitá, e também na rua Espírito Santo, entre tantos outros. São apelos que já fizeram pelo menos um aniversário, com garantias do Ippul de rápida solução.
Implantes sem rejeição
Válvulas cardíacas, quadris artificiais e outros implantes podem logo facilitar curas graças a um novo processo de revestimento que impede o organismo de rejeitá-los, informaram cientistas norte-americanos. Pesquisadores na Universidade de Washington em Seattle disseram que um novo revestimento para os dispositivos tem minúsculos entalhes semelhantes a buracos de fechadura que aderem a proteínas específicas. Em vez de o organismo rejeitar os implantes, as proteínas podem acelerar o processo natural de cura e recuperação. A capacidade de fazer superfícies que o organismo consegue identificar é um grande passo em nossa busca de biomateriais e implantes que curam, disse Buddy Ratner, diretor do Centro de Biomateriais da universidade.
Este é o primeiro processo de revestimento que dá certo nas superfícies anatomicamente neutras de materiais artificiais usados geralmente em implantes, que criam afinidade com proteínas específicas.
Os pesquisadores, cujo trabalho foi divulgado no mais recente número da publicação científica Nature, disseram que se pode usar o revestimento destinado a qualquer um dos mais de meio bilhão de dispositivos médicos que são implantados em pacientes todo ano.





