Praça Londrina (Estelio Feldman)
Estamos vivendo a Semana Monteiro Lobato, comemorada todos os anos nesta época, quando se rememora o aniversário do grande escritor brasileiro, pioneiro em tanta coisa, inclusive na literatura infantil. E parece até adequado contar aqui a curta mas magnifica história de Vinicius Polesel Silva, nascido em 7 de abril de 1994. Levado pelos pais (Célia, que é revisora aqui do jornal, e Eduardo, que trabalha com serigrafia) ele frequenta desde muito pequeno a Biblioteca Pública Municipal (BPM), setor infantil. Mas, até agora, Vinicius não podia pegar emprestado ele próprio os livros por causa da idade: só se faz carteira de leitor para maiores de 5 anos.
No último dia 7, Vinicius completou 5 anos. E uma das primeiras coisas que fez foi justamente a carteira de sócio da Biblioteca Pública Municipal, com o número 8249/99. Veio à redação, com orgulho, mostrá-la, consciente de que agora não precisará depender de ninguém para poder pegar livros emprestados na BPM.
Este ganhou até de mim, que comecei a frequentar bibliotecas aos 7 anos. Pena que ele seja, ainda, uma exceção. A grande maioria não conhece livros, não é estimulada para a leitura. E perde muita coisa. Ler é fundamental, não só como distração mas como aprimoramento cultural e educativo.
Lugar difícil
Dona Neusa ligou na manhã de anteontem, muito revoltada, para falar sobre a complicada situação dos motoristas que precisam atravessar a Avenida Castello Branco, na saída do Jardim Tóquio. O problema é conhecido: a Castello Branco é talvez a principal via de acesso à UEL. O movimento ali, pelo menos de manhã, entre 7 e 8 horas, e no começo da noite, pelas 19 horas, é intenso. Os carros descem a avenida em velocidade e continuam assim, mesmo quando a rua se torna pista simples. E quem vai sair do Tóquio, usando a transversal, fica fechado.
Anteontem, dona Neusa ficou realmente irritada. A fila era imensa. Então ela ligou seu celular para a Comurb pedindo que mandassem alguém ali, só para ver a situação. Foi informada que não havia fiscais disponíveis. Foi por isto que ligou para cá.
O que a leitora quer é um semáforo ali. É complicado, mas é um pleito justo. A saída do Tóquio é movimentada. Para fugir dali, o motorista teria de fazer um contorno enorme.
O problema é que além de um semáforo, seria necessário usar meios para conter a velocidade na descida da Castello Branco. Uma coisa é certa: a região precisa de providências para se tornar mais segura e permitir que o trânsito flua em todos os sentidos.
Vigia perigoso
O leitor Ricardo Brasil veio até a redação para contar o que aconteceu com ele, estes dias, quando saiu à noite, com seu carro. Estacionou, na Avenida Rio Branco, e foi imediatamente abordado por um guardador que perguntou se podia cuidar do carro. Ricardo concordou. Dai o cidadão preencheu um cartão, como se fosse da Zona Azul, com o preço: R$ 3. O leitor contestou, considerou elevado o valor e disse que não pagaria. Quando ia embora, foi de novo abordado pelo guardador que exigiu os R$ 3. Ricardo manteve a negativa, considerando aquilo um abuso. Então, foi advertido com a informação de que da próxima vez que ele aparecesse ali teria troco.
Infelizmente, não é uma situação incomum. Onde não há Zona Azul e nos horários em que ela não funciona, surgem os outros donos de vaga, normalmente maiores e quase sempre mal-encarados. Eles cobram para cuidar do carro e muita gente paga porque tem medo de represálias (risco no carro, pneu furado, sem contar até mesmo o possível furto). Quer dizer, o motorista está é pagando proteção.
Inconcebivel. Justa a ira do leitor e de todos quantos passam por esta violência. Mas isto só poderá ser evitado se houver policiamento preventivo atuante na cidade.
Uma vergonha no Moringão





