Dona Júlia, responsável pelo Albergue Noturno de Londrina, ligou para casa terça-feira à noite para pedir que transmitisse aqui uma informação: o Albergue não está albergando!
A questão é a seguinte: pequenos problemas estruturais foram se tornando cada vez maiores, porque faltam recursos para reparos. Até que a direção da casa foi obrigada a realizar obras emergenciais, principalmente no setor hidráulico. Com isto, pelo menos por alguns dias, o Albergue não vai poder dar atendimento aos que o procuram para passar a noite.
E muita gente o faz. Gente que vem, principalmente, de fora para resolver problemas, boa parte buscando atendimento médico. Até Prefeituras de municípios vizinhos mandam pessoas para o Albergue, caso haja a impossibilidade de leva-las de volta no mesmo dia.
Nos próximos dias, não vai ser possível abrigar ninguém. O Albergue continua oferecendo refeições, o que é uma ajuda. Mas a Casa precisa de ajuda. Tem feito apelos a deputados, que até agora não tiveram resposta. A reforma que está se processando não é a necessária, é a mínima possível para resolver as dificuldades emergencialmente e para permitir que o Albergue volte a albergar, logo. Se vier algum auxílio oficial, a entidade (e os necessitados) agradece.


Reclamações
Da leitora-colaboradora, dona Louris, recebi algumas reclamações e questionamentos. Ela pergunta sobre o responsável pelo corte de palmeiras que existiam na rotatória da JK com Higienópolis. Pelo que deu para perceber, o corte se fez para facilitar a visibilidade de um painel colocado na Higienópolis que, conforme a leitora pondera, é perigoso porque desvia a atenção dos motoristas.
Outro questionamento da leitora é sobre um abuso muito comum: a quem apelar quando alguém estaciona o carro na rua em frente da garagem da casa? Isto tem acontecido com ela, produzindo problemas (não dá para sair de casa com o veículo, o que provoca atraso e irritação). Telefonemas para os mais diversos órgãos envolvidos com o trânsito, até agora, não deram qualquer resultado.
Para completar, uma denúncia, muito séria: dona Louris conta sobre um novo expediente usado por ladrões: eles quebram o vidro do carro que fica estacionado diante da casa para que os moradores saiam da residência, uma reação natural. Daí, os marginais dão voz de assalto e entram. O jeito é, diante de uma situação assim, olhar, não sair, chamar a polícia e esperar que ela vá. É um mundo cada vez mais inseguro este em que estamos vivendo.


Insegurança
É um mundo cada vez mais inseguro este em que estamos vivendo. Esta frase foi a que usei no final do comentário ao lado. Quando a estava redigindo, chegou à redação um leitor, o senhor Carlos, meio inseguro, dizendo até que não sabia se o que tinha para contar era pertinente. Então, ele contou.
Disse que sua esposa, dona Marta, tinha acabado de sair de uma loja, na rua Pará, entre Mato Grosso e Duque de Caxias, pelas 5 da tarde, quando alguém colocou algo em suas costas e deu aviso de assalto. O desconhecido, vóz de homem, disse que não se virasse ou reagisse. Então, colocou a mão em seu bolso, tirou de lá 120 reais (que era o que a senhora levava) e comentou com alguém - o que fez dona Marta supor que eram dois os ladrões - que dava 60 reais para cada um. A vítima nem se mexeu, enquanto os ladrões fugiam. Seguramente, ficou aliviada porque não sofreu outro tipo de violência.
Mas o que o senhor Carlos pergunta, o que nós perguntamos, é precisamente que tipo de mundo é este? O assalto ocorreu durante a tarde, em pleno centro de Londrina. Dona Marta sentiu-se só e desamparada num local e num horário em que deveria estar segura. Não está. Não estamos. E temos todos nós o direito de exigir medidas concretas de policiamento preventivo.


Perigo em casa

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