Quando frequentei a escola primária (hoje, primeiro grau) aprendi que o ser humano era formado de ‘cabeça, tronco e membros’. Hoje, pelo que se percebe, a coisa mudou e o ser humano parece ser formado de ‘cabeça, tronco, membros e celular’. Impressionante! No passado, se a gente via alguém andando e falando sozinho, com a mão na cabeça, pensava que era algum tipo de maluco. Hoje, pode ser (seguramente será) alguém falando no celular.
Uma mudança e tanto. Até há pouco, telefone era coisa de luxo (hoje, ainda é em alguns pontos do Brasil). Agora, não só o telefone está aí cada vez mais difundido mas o celular ocupa um espaço imenso. A gente está conversando com alguém na rua e, de repente, o sinal. É o celular chamando. Alguns não gostam, entendem que perdem a privacidade. Mas é fora de dúvida que se trata de um avanço fantástico. Para certos profissionais é um instrumento de trabalho impressionante. Para qualquer pessoa pode ser um auxiliar na segurança: o carro quebra, no meio do mato, você com o celular pede socorro, só para citar uma circunstância.
Creio porém que é preciso ter cuidado com ele. Continua a ser perigoso usá-lo enquanto se dirige carros ou motos, coisa muito comum entre nós. É como tudo na vida: muito útil, mas é preciso que se saiba usar adequadamente.


Golpista
O golpista (pode não ser só um) que conta histórias e pede dinheiro tem feito mais vítimas, pela reação que tenho percebido depois da divulgação do primeiro caso. Ontem, o professor Reinaldo Mathias Ferreira escreveu para contar que o golpe existe há muito tempo. E que ele também foi vítima, há 2 anos, no Calçadão. Estava lá, quando foi abordado por um rapaz que se apresentou como ex-aluno. Depois do papo amigável, a ‘história’: tinha ficado sem combustível, precisava de 5 reais para abastecer o carro. E garantiu: o professor podia esperar que ele iria para casa e voltaria logo. ‘Se fosse esperar, estaria de pé no Calçadão até hoje’, escreve o professor. (Ele destaca que ficou de pé porque os bancos ali ‘não foram feitos para sentar’).
Há duas semanas, o professor foi alvo de novo da tentativa de golpe. Um outro ex-aluno o procurou, em sua casa, com outra história: precisava de 15 reais para pagar a passagem da irmã. Disse que se chamava Rogério e que voltaria logo para pagar o empréstimo. Mas, revela o professor, desta vez ele não entrou na conversa. O Rogério saiu de mãos abanando. É o que a gente tem de fazer, por mais que as histórias sejam bem urdidas ou que o pedinte pareça honesto. Na verdade, parecer honesto é fundamental para o bom vigarista.


Doação de sangue
O sr. Erasmo ligou para a Redação, na sexta-feira, revoltado: foi ao Hospital Universitário doar sangue e não pôde fazê-lo.
Ele contou que, como é normal, na triagem, foi interrogado sobre uma série de fatores. Perguntaram-lhe se tinha tido algumas doenças, ao que respondeu que não. Daí veio a pergunta fatal: quiseram saber se ele havia transado com alguém sem camisinha, recentemente. Foi honesto, disse que sim, que isto havia ocorrido em janeiro. Mas explicou que o ato tinha sido realizado com uma namorada. Pouco adiantou. O médico que cuida da triagem o considerou inapto para doar sangue.
Erasmo ficou revoltado e disse até que pensa em processar o hospital e o médico, considerando a proibição como uma atitude preconceituosa. Segundo entende, se o hospital insistisse em um teste para análise de seu sangue diante da situação de risco, isto seria aceitável. Mas ele considera a recusa pura e simples da doação inaceitável.
É uma situação complicada mesmo. Não podemos desconhecer a ameaça da Aids, que é real, como também é importante levar em conta tudo o que se comenta sobre sexo seguro. Enfim, segundo entendo, em vez da recusa pura e simples, um exame poderia resolver a questão, sem provocar ressentimentos e problemas.


Ameaça que vem dos porcos

mockup