‘Dá vontade de chorar’. Esta foi a frase que um leitor proferiu ao ligar para falar sobre a situação de abandono da Praça Rocha Pombo, aquela que fica entre as antigas estações Ferroviária e Rodoviária (ambas, agora, convertidas em museu). O leitor fez questão de enfatizar que o comentário nada tinha com a frequência no local, tema de uma série de críticas e até de ação policial. Como se sabe, a Praça também tem sido frequentada por mendigos e até por prostitutas, em busca de programa. Embora esta seja outra preocupação, o leitor quis enfatizar o abandono físico.
Ele lembrou de outras épocas, quando o local era uma espécie de porta de entrada da cidade. Quem chegava de trem, ao sair da estação, dava de frente para a Praça. Quem usava os ônibus, também. E o local era bonito, agradável, a gente podia passear por lá, levar até as crianças.
Hoje, a situação se deteriorou. E não devia ser assim. Conseguimos preservar a maravilhosa antiga Estação Ferroviária, transformada em museu e que, mesmo vista de fora, é uma beleza, um encanto. Também mantivemos a antiga estação Rodoviária, obra de Villanova Artigas, um arquiteto que fez História aqui e em outros pontos do País. Ora, o mais fácil parece ser a preservação da praça, sua recuperação. Um trabalho nesse sentido pode até melhorar a frequência ali.


Preços
Dia desses, passou em frente de casa um carro vendendo sorvetes. Fazia tempo que ele não passava. Fiquei impressionado: 10 bolas de sorvete por um real! Verdade. Lembrei que há dois ou três anos, vendiam-se seis bolas de sorvete por um real. Quer dizer, apesar de todos os problemas, o preço ali baixou. Outro vendedor de sorvetes, que também passa vez ou outra pela rua em que moro, tem preço diferente: são oito bolas de sorvete por 1 real. Ainda assim, o importante é perceber que o preço não subiu.
Por falar nisto, penso que a gente tem de divulgar a campanha do McDonald’s que garante que não vai subir o preço dos lanches que vende. Sabem, isto é valioso. E, por causa disto, a inflação não está subindo tanto. O que é muito bom, até porque o salário do trabalhador não está subindo nada. O negócio continua a ser gastar menos, buscar ofertas, fugir da exploração, reduzir despesas.
Se o consumidor continuar a manter a postura que vem adotando desde o começo do plano de estabilização, fugindo aos aumentos, simplesmente deixando na prateleira produtos mais caros, a situação muda para melhor. E se a gente percebe que há grupos usando truques para tirar opções do consumidor, então é preciso denunciar esta prática que é criminosa.


Esporte
O Paraná está brilhando no basquete e no vôlei feminino. Em ambos os esportes os times paranaenses estão na final de suas respectivas ligas nacionais. Sem ranços bairristas, tenho acompanhado as partidas do Rexona, no vôlei, do Paraná, no basquete, vibrando e torcendo. É muito bom este trabalho que se está realizando nos dois campos, com muita seriedade. Também alegra bastante ver a Elisângela brilhando no time de vôlei, junto, claro, com a Érica, a Ângela, a Fernanda e todas as demais.
O que entristece é saber que isto também poderia estar acontecendo com o basquete e o vôlei masculino. O time de vôlei, de Maringá, enfrentou enormes dificuldades e quase chegou às finais. Faltou pouco, talvez mais apoio oficial. O nosso time de basquete, o Grêmio, começou bem mas está mal, neste momento. Pode até chegar aos play offs, mas com reduzidas chances. E, no entanto, tanto aqui quanto em Maringá existe um apoio popular muito grande. Em Londrina, os jogos de basquete têm muito mais público que os de futebol.
Com um apoio oficial mais forte e também com visão maior dos empresários que podem ganhar muito patrocinando nossas equipes, poderíamos ter no masculino as mesmas alegrias e conquistas do feminino. O que seria, sem dúvida, muito bom.


Celular na escola

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