Praça Londrina (Estelio Feldman)
A leitora-colaboradora, dona Louris, manifestou-se revoltada com a notícia segundo a qual existe um movimento para estabelecer a isonomia entre o comércio da cidade e o dos shoppings. Segundo ela soube, o pessoal da cidade quer que ou seus estabelecimentos possam funcionar aos domingos, como os do shopping ou que os de lá fechem. Bom, vou dizer uma coisa: na questão que temos comentado, sobre a revitalização do centro, jamais houve intenção de um confronto destes. O problema do centro é um, o do shopping é outro. E concordo com dona Louris quando, indignada, ela afirma que seria um retrocesso fechar o shopping aos domingos.
Não só um retrocesso, um prejuízo. Lembro até que o presidente da Associação Brasileira de Supermercados (Abras), José Humberto Pires de Araújo, apresentou ao ministro do Trabalho uma sugestão de projeto para permitir a abertura dos supermercados aos domingos sem consulta prévia às prefeituras ou aos sindicatos. A expectativa da Abras é que a medida permita a abertura de 40 mil novos empregos.
Quer dizer, o negócio é abrir e não fechar. Supermercados, shoppings, comércio. Que cada um faça sua luta, sem prejudicar a situação dos outros. Fechar shopping é retrocesso e prejuízo. Vamos pensar em avanço e em lucros.
Semáforo
A propósito da nota da edição de ontem, em que destaquei o elogio de uma visitante ao semáforo de ciclo visual e completei a informação lembrando que o invento surgiu em Maringá, o sr. Airton ligou para dizer que o responsável pela invenção foi o sr. Divino Bortolotto, recentemente falecido, que de fato residia naquele município à época. O leitor destacou, ainda, não só a luta do inventor mas as dificuldades que enfrentou para conseguir que sua iniciativa, sem dúvida muito inteligente e objetiva, se tornasse realidade.
Este é o grande problema de todos quantos criam alguma coisa, entre nós. Temos, por exemplo, um médico londrinense que há muitos anos apresentou aos órgãos competentes do mundo uma teoria sobre a mudança nas cores dos semáforos para evitar o problema dos daltônicos. Daltônico, caso vocês não saibam, é uma pessoa que tem dificuldades em identificar certas cores. Segundo o médico, depois de prolongados estudos, seria possível reduzir em muito as dificuldades com a mudança nas cores já que vermelho e verde são as que oferecem maior dificuldade à maioria dos portadores da deficiência.
Mudar uma coisa que está arraigada, como as cores dos semáforos não é simples. Mas poderia merecer atenção e aprofundamento.
Caçamba na calçada
Um leitor veio reclamar aqui de um verdadeiro trambolho colocado em pleno Calçadão do Centro, na Avenida São Paulo, quase esquina com a Paraná, ao lado da agência do BB. Vinha subindo a avenida, com minha esposa, e de repente nos deparamos com aquele trambolho, bem no meio do caminho, obstruindo a passagem, dificultando a vida dos pedestres. Era uma caçamba daquelas que estão por aí em toda parte e que são usadas para recolher detritos, notadamente em construções e reformas. O leitor pondera que o pedestre tem pouco espaço e que considera que atravancar o Calçadão, que deveria ser exclusivo de quem anda a pé, é um abuso a mais.
Estas caçambas, aliás, têm sido alvo de muitas queixas e críticas. Colocadas nas ruas, junto a guias de calçada, tiram espaço para estacionamento e ameaçam o trânsito. Postas nas calçadas, incomodam ainda mais. São importantes e, penso, até necessárias. Mas é verdade que seria necessária a adoção de normas que levassem em conta os benefícios que oferecem em relação aos incômodos que causam. E não se pode deixar de considerar que quando incomodam os pedestres, como no caso da reclamação do leitor, tornam-se duplamente embaraçosas.
Os pedestres, diga-se, não têm vida fácil aqui nem em parte alguma.
Sistemas imunológicos diferentes





