Praça Londrina (Estelio Feldman)
Arquivo FolhaSegurança e belezaSemáforo de ciclo visual, na Maringá, à noite: segurança e belezaNo feriadão de Páscoa, Londrina recebeu muitos visitantes. E eu tive a sorte de conversar com dois deles: com o senhor Edgar, que mora em Novo Hamburgo, no Rio Grande do Sul, e com a jovem Carla, que mora em São Paulo.
Seu Edgar está aqui pela primeira vez. Contou que ficou encantado com a cidade, inclusive (ele que está hospedado em uma casa perto do Igapó) com a falta de mosquitos, o que, pondera, é atestado de bom trabalho de saneamento. Mas, naturalmente, ele não gostou só disto. Disse que ficou encantado com vários pontos da cidade, o centro, alguns bairros, assinalando que ficou até com vontade de permanecer mais tempo por aqui.
Já Carla, que morou aqui durante alguns anos, e que fazia tempos não voltava, mostrou-se muito admirada pelas mudanças que sentiu, comentando a arquitetura, a beleza de alguns prédios. Ficou entusiasmada com a avenida Bandeirantes, uma de nossas ruas de consultórios, laboratórios e hospitais, adorou o Calçadão e se entusiasmou com o novo semáforo de ciclo visual, novidade que ela não conhecia e que considerou muito inteligente. Disse para ela que a idéia nasceu em Maringá, o que não mudou em nada a boa impressão da jovem que também falou que volta logo, para ficar pelo menos por uma semana.
Lei das filas
Na porta de um banco, recebi um folheto, chamado Jornal do Cliente, informando sobre a chamada lei das filas que determina que os bancos tem de atender os clientes em, no máximo, 15 minutos nos dias normais e em 30 minutos nos chamados dias de pico. Ontem, por exemplo, depois de um feriado prolongado, o prazo máximo era o de 30 minutos. Mas em alguns bancos, tenho a certeza, o período foi estourado.
Tem jeito? Bom, o citado Jornal do Cliente informa que se a referida lei não for cumprida, o usuário pode denunciar o banco para a Secretaria da Fazenda da Prefeitura, ou ao Procon, ou à Procuradoria Pública ou, ainda, deve reclamar com o gerente da agência.
Fiquei pensando nisto e encontrei uma alternativa: a gente sabe os bancos em que há mais fila e demora maior, são os chamados grandes. Então talvez o jeito seja abrir conta em banco menor. Pessoalmente, tenho usado esta alternativa. Se tenho algo a fazer num daqueles grandes, procuro usar o caixa eletrônico, quando possível.
A gente pode também procurar pontos alternativos para pagar contas. Enfim, ficar na fila, enfrentando todo o desconforto disto, só em última hipótese. E, neste caso, se a lei não estiver sendo cumprida, denúncia aos órgãos competentes.
Golpe dos 10 reais
Muito chateado, um amigo veio contar que foi vítima do golpe dos 10 reais, aplicado por um cidadão bem apessoado que bateu em sua porte, à noite, contando uma longa e plausivel história e pedindo (com muita vergonha, como dizia) 10 reais emprestados para pagar um concerto de carro. Propunha-se até a deixar documentos de garantia.
Senti o cheiro da mentira, era uma história muito elaborada mas cheia de pontos fracos. Entretanto, quis dar o benefício da dúvida. Afinal, somos sempre tão desconfiados dos outros. Então, emprestei o dinheiro, nem pedi garantia, e fiquei esperando a devolução, menos pelo valor mas para poder sentir que ainda dava para confiar no semelhante.
Naturalmente, meu amigo está esperando até agora a volta do cidadão bem apessoado, informando que o episódio teve consequências: Dias depois, outra pessoa veio tentar contar uma história no portão de casa. Eu o despachei sem querer ouvir nada. E não pretendo mais ouvir histórias ou me permitir emoções diante de pedintes estranhos. Tenho é vontade de chamar a polícia se mais alguém vier pedir dinheiro na porta de casa.
Pois é, um golpista estraga até as possibilidades de quem realmente precisa. E a gente fica um pouco mais descrente em relação à natureza humana.
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