Pessoas que moram na região da rua Ivaí, na Vila Nova, vieram reclamar de um ferro velho que funciona ali, no número 521. Logo de chapa pedem que transmita sua pergunta aos poderes públicos: Como é que pode funcionar um lixão na área central? Lembram que o local é residencial e de comércio leve (ZR 5) e que o ferro velho, sem dúvida, não se enquadra nisto.
O ferro velho trabalha de segunda a sexta-feira até depois das 22 horas. No sábado, vai até 7 ou 8 da noite. Obstrue a calçada e o asfalto, em uma rua estreita. Usa serras que soltam pó de ferro. Fazem queimadas ao ar livre. Águas paradas que aumentam o risco para a saúde da população.
E o resultado é sério. Os idosos passam mal, as crianças também. Muita gente tem alergia. Como se não bastasse, foi feito um outro, lá perto, com prensas, funcionando também fora de hora. Um verdadeiro abuso, é o que dizem.
Incomodados, já foram reclamar tanto na prefeitura quanto na AMA. Um fiscal da Prefeitura esteve por lá, à noite, e autuou o ferro velho. Só que isto não resolveu nada. Quanto à ação da AMA, que foi lá devido à reclamação resultante das queimadas, depois da presença do fiscal, a coisa melhorou por pouco tempo. Mas os problemas continuam e eles acabaram vindo até a Redação da Folha para ver se conseguem das autoridades uma ação mais firme.


Puxão de orelhas
Na semana passada, comentei aqui o que havia acontecido com a sra. Francisca Pereira Costa que foi vítima de assalto no cemitério de Londrina. Na oportunidade, como dona Francisca disse, segundo a reportagem, que estava até pensando em mudar de Londrina - por ter sido vítima várias vezes da ação de ladrões -, ponderei que a idéia não parecia boa e comparei com a situação em São Paulo, lembrando que vi uma pessoa, reclamando das inundações, dizendo que queria mudar de lá.
Dona Francisca me deu um puxão de orelhas, me chamando até de ‘‘jornalista’’ (assim mesmo, entre aspas) primeiro porque no meu comentário disse que ela foi vítima de ‘‘tentativa de assalto’’ e depois por causa do que falei sobre São Paulo, dizendo que as regiões que sofrem com inundações são específicas e que os assaltos por aqui acontecem em toda parte.
Penso que os leitores têm todo o direito de criticar o jornalista (com ou sem aspas). Só queria fazer uma observação. Diante da sucessão de assaltos, dona Francisca disse que queria mudar de cidade. Penso que a alternativa não é esta: o que a gente tem de fazer é MUDAR A CIDADE. Isto é cidadania. Fique, dona Francisca e brigue, junto com a população por segurança para a senhora e para todos nós.


Colégio Marista
Em mensagem ao jornal, o sr. Jorge Minoru Aoki fez um apelo da maior relevância. Ele pede às autoridades policiais providências no sentido de melhorar o policiamento nas imediações do Colégio Marista. E conta porque: é que no último dia 24, pelas 4 e meia da tarde, o filho do sr. Jorge, aluno daquele estabelecimento, foi ameaçado por um marginal que, usando uma faca, acabou levando a bicicleta do garoto. Como lembra muito bem o sr. Jorge, a perda da bicicleta foi o mínimo porque muitas vezes estes marginais além de roubar ferem e até matam as vítimas.
Traumatizado pela ocorrência, que não foi a primeira, o garoto não mais se sente seguro para ir à escola só, mesmo residindo a poucas quadras da escola. Com firmeza, o sr. Jorge assinala: Não podemos nos tornar prisioneiros de marginais. E insiste em que as autoridades legalmente constituídas cumpram com suas obrigações, oferecendo segurança para todos.
Penso que isto complementa a nota ao lado. A gente tem é que reclamar, exigir, lutar para que as autoridades cumpram com o seu dever. Oferecer segurança às crianças e jovens, especialmente na cercania das escolas, é o mínimo que o Estado tem de fazer. A exigência do sr. Jorge é justa e merece uma resposta rápida e firme da autoridade.


Infecções e antibióticos

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