Praça Londrina (Estelio Feldman)
Estamos entrando em abril, na reta final da contagem regressiva dos famosos 500 anos da descoberta do Brasil. Sem dúvida um marco, para nós, descendentes dos europeus, asiáticos ou africanos que vieram para esta terra descoberta por Cabral. Mas tem quem não vai festejar os 500 anos da descoberta. Os índios, aqueles que eram os donos da terra, os que estavam por aqui desde sabe-se lá quanto tempo e que receberam tão bem os descobridores.
Podemos dizer que não fizemos por aqui o que os descobridores e colonizadores realizaram no norte do continente, nem o que foi feito no México, no Peru ou por toda a América espanhola. Ainda assim, quando a gente vê nossos índios, hoje, em Porto Seguro ou aqui em Londrina, como em qualquer parte, fica pensando no que é que foi feito com os donos da terra que viviam felizes e despreocupados num lugar que era ainda mais abençoado por Deus naquele tempo do que é hoje (não tinha poluição, não tinha a violência de hoje, entre tantas outras coisas).
Vamos festejar os 500 anos da presença européia, africana (forçada) e asiática no nosso Brasil que recebe a todos de braços abertos, ainda com uma dívida imensa em relação aos donos da terra.
Drogas
Moradores da região que fica entre as ruas Goiás e Paranaguá procuram a Praça para uma denúncia séria: por ali funciona um ponto de venda de drogas. Quando trouxeram a informação, ponderei que o melhor a fazer era informar às autoridades, até porque se trata de crime dos mais sérios que merece (ou deveria) a maior atenção e cuidado por parte delas. Como de costume, porém, o que disseram foi que já procuraram órgãos de segurança, inclusive com dados sobre como é que funciona a venda de drogas, sem que alguma providência real fosse adotada.
Penso que as drogas constituem, hoje, o mais grave dos problemas de segurança pública no mundo, inclusive devido à enorme força dos cartéis que movimentam milhões de dólares e contam, também, com o medo que provocam para se impor diante da sociedade organizada. Várias vezes tem-se afirmado que o combate à droga só funciona em termos mundiais. Entretanto, naturalmente, é certo que é preciso que haja, também, ação local contra o tráfico que se estende por toda a parte. Ademais, por menos importante que possa parecer, a repressão ao tráfico faz parte do trabalho de combate ao crime. Entendo que alguma coisa precisa (e pode) ser feita diante de denúncias como esta.
Insegurança
Estudantes de Direito e profissionais da área que estão fazendo um curso nas dependências do Máxi, à noite, vieram falar sobre a falta de segurança no estacionamento de veículos que existe nos fundos do estabelecimento, numa praça usada para deixar os carros. Logo no começo do curso foram advertidos de que o Máxi não assumia responsabilidade pelo local e pediram aos que promoviam o curso que oferecessem algum tipo de segurança. Não parece tão difícil assim. Bastaria colocar um ou dois seguranças ali.
Mas, naturalmente (porque estamos no Brasil), nenhuma providência foi tomada. E como nem seria preciso informar, carros têm sido vandalizados por ali. São arrombados, há furtos e ninguém faz nada. Os alunos se mostraram irritados porque quando informaram a alguns professores (incluindo promotores de Justiça) não receberam sequer atenção. Parece que, embora o curso seja sobre área do Direito, a idéia a respeito é a de que cada um deve cuidar de si, quase como na lei da selva.
Até agora, as denúncias são sobre perdas materiais. Mas na falta de segurança, pode haver coisa pior. Será que vão esperar até que alguém seja molestado (ou ferido) para adotar uma providência simples como pedir policiamento para a área?
O desafio da tuberculose





