Quem acompanha esta Praça pode pensar que sou fã-clube de semáforos, não só porque escrevo muito a respeito mas, também, por servir como porta-voz dos pedidos que muitos fazem de instalação deles em alguns pontos da cidade. Na verdade, sinto-me até meio responsável por alguns, instalados depois que a Praça apelou a respeito.
Mas, em verdade, não sou tão grande admirador dos semáforos. O que acontece é que a gente sabe que eles acabam sendo necessários porque representam um dos poucos modos de conter os abusos e a irresponsabilidade dos motoristas.
E, conforme informou aqui o titular do IPPUL, engenheiro Mário Stamm Júnior, o órgão está fazendo uma revisão sobre a situação dos semáforos na área urbana. Agora que está quase concluída a implantação dos novos sinaleiros na JK e na Maringá, está prevista a implantação de onda verde, naqueles pontos. Igualmente, novos semáforos devem ser instalados. Para reduzir a velocidade, na JK, no trecho que sobe para a Higienópolis, é possível que se instale um na esquina da Paranaguá. E para melhorar a segurança, estuda-se a instalação de outro, na esquina de Paranaguá com Humaitá. A Humaitá pode receber outro, na esquina com Monte Castelo, trecho realmente perigoso. Pode não ser a solução, mas atende a um imperativo, o de reduzir um pouco os riscos neste nosso trânsito maluco.


Oscar
Lá em casa, estamos nos preparando: pipoca, refrigerante e muita atenção. Como aconteceu no ano passado, pretendemos acompanhar toda a festa da premiação do Oscar, que será mostrada pela TV.
Não temos muita ilusão sobre as possibilidades brasileiras nesta festa do cinema norte-americano. ‘‘Central do Brasil’’ foi indicado para competir como melhor filme estrangeiro, Fernanda Montenegro foi além, está disputando como melhor atriz. Para ambos, será difícil. Como disse a atriz brasileira, só ser indicada já é um feito.
A gente porém não está pensando nas indicações brasileiras. O Oscar é uma festa do cinema norte-americano. E como a indústria cinematográfica dos EUA é, ainda, sem dúvida, das mais importantes do mundo - sendo que o Brasil tem muita afinidade com os filmes produzidos por eles - a premiação tem um ‘‘qu꒒ de consagração mundial.
Penso até que a gente deveria ter algo assim, nacional, em relação à TV. Pois se não somos, ainda, tão bons assim para fazer cinema, em termos de televisão estamos entre os melhores do mundo. Podíamos aproveitar e criar algo assim como o Oscar para nossa TV. Enquanto isto não acontece, sentamos e acompanhamos a festa da indústria deles.


Agiotagem
Diante de uma reportagem, vista no ‘Jornal da Globo’ de quarta-feira, sobre a ação judicial contra a agiotagem, um leitor ligou, ontem, estranhando. Ele relatou que, segundo a matéria, uma pessoa havia buscado a Justiça para contestar os juros cobrados por um agiota em um empréstimo. Juros de 8% ao mês. A reportagem indicava que a Justiça inclusive deu razão ao devedor.
A dúvida do leitor é a seguinte: se 8% ao mês é considerado agiotagem, o que dizer dos juros que são cobrados por muitos bancos no saldo devedor dos cheques especiais e da taxa que os cartões cobram todo mês, também sobre o débito de quem paga apenas parte do valor que deve? Segundo ele, a taxa mensal - inclusive anunciada nos próprios extratos dos cartões - passa dos 10%.
A verdade é que os juros representam um dos mais sérios pesos para quem deve. Até por isto os especialistas aconselham: não use o limite do cheque especial, não deixe saldo devedor em cartão. Há quem vá além sugerindo que não se compre a prazo, nem mesmo combustível. De fato, o juro cobrado em muitos postos de abastecimento de combustível é bem maior do que a inflação prevista, mesmo agora com a taxa em alta. E, no caso, o melhor é fugir deles, se possível.


Tomates e câncer

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