Praça Londrina (Estelio Feldman)
Semana passada, publiquei aqui a reclamação de uma leitora sobre a falta de segurança (notadamente faixas para pedestres) na Avenida Tiradentes, em especial desde a Av. Maringá até a TV Coroados. Na ocasião, ela informou que ao pedir ao IPPUL a colocação de faixas no local, recebeu como resposta que precisaria levar um abaixo-assinado com 500 assinaturas para implementar a solicitação.
O diretor-presidente do IPPUL, Mário Stamm Júnior, veio aqui na segunda-feira para falar sobre os projetos em andamento, abordando, entre outras coisas, a situação da referida avenida. E, desde logo, assinalou que não sabe de onde surgiu tal informação sobre a necessidade de abaixo-assinado para qualquer pedido feito ao IPPUL.
Quanto à Avenida Tiradentes, Stamm informou que o projeto completo para aquele logradouro está sendo revisado e deve estar concluído em cerca de um mês. Entre as mudanças em estudo estão, precisamente, a implantação de faixas, o estabelecimento de rotatória no entroncamento com a José de Alencar, uma passagem realmente complicada, além de uma solução melhor para a transposição de entrada na Av. Arthur Thomas. Quer dizer, a Av. Tiradentes vai ser alvo de um grande trabalho para melhorar a situação. A Av. Maringá está sendo estudada.
Trabalho
No passado, mantive uma posição radical diante de certo tipo de atividade feita nas ruas por gente que tentava vender seus produtos sem levar em conta questões legais. Cheguei até a criar problema para alguns artesãos que estavam expondo seus trabalhos diante da Biblioteca, no centro.
Mudei minha postura. Diante das dificuldades, cada vez maior, de as pessoas conseguirem trabalho, percebi que é necessário, hoje, mais sensibilidade diante da questão. É melhor ver uma pessoa vendendo até mesmo carnês do baú do que aceitar o desemprego e a desesperança. Claro, existem normas legais. Mas é preciso haver também apoio a quem busca meios honestos de ganhar a vida.
A Comurb, aliás, está fazendo um trabalho sensível a respeito. Tenho só ouvido elogios ao modo como a empresa trabalha, buscando orientar e ajudar quem tenta ganhar a vida, com um procedimento mais humano que é, neste momento, muito importante.
Os que vendem coisas nas ruas estão tentando ganhar a vida com coragem e disposição. Desde que estejam dentro de normas mínimas (principalmente no que tange a alimentos) penso que devem ter facilitada suas iniciativas, como, pelo que tenho sabido, tem feito os fiscais da Comurb.
Santa Casa
O Bazar beneficente promovido no último sábado pela Santa Casa foi um enorme sucesso. Cerca de 4 mil peças de roupas vindas da Alemanha e também da Índia, novas e semi-novas, foram vendidas durante o Bazar, resultando em um movimento acima de 11 mil reais, dinheiro que será empregado na manutenção dos serviços do hospital, conforme uma ordem de prioridades.
Ao mesmo tempo em que agradeceu à população pelo apoio, a Santa Casa deu outra informação: o Bazar continua aberto, todos os dias, de segunda a sexta-feira, sempre das 9 às 17 horas, com cerca de mais 4 mil peças para venda. O local já é conhecido, na esquina da Av. Celso Garcia Cid com a Duque de Caxias.
É uma boa oportunidade para ajudar a Santa Casa e, ao mesmo tempo, adquirir roupas de qualidade e a bom preço. Trata-se do tipo de atitude interessante que une o útil ao agradável, inclusive porque as roupas oferecidas são de excelente qualidade.
Insisto na tese de que este é o caminho para conseguir melhorar a situação de muitas entidades assistenciais que enfrentam dificuldades maiores diante de medidas de contenção de gastos por parte das autoridades. A comunidade pode ajudar tais grupos mas quando existe uma contrapartida para este auxílio, como no caso do Bazar, fica tudo mais fácil.
O desafio da malária





