Praça Londrina (Estelio Feldman)
A informação relativa à hipótese de se derrubar o Hugo Simas (ver matéria nesta página) para construir outro prédio no local provocou uma reação praticamente unânime em Londrina. Não recebi nenhuma opinião favorável à idéia. Na verdade, até mesmo o diretor técnico da Fundepar, Marcelo Paulino, que deu origem à discussão quando colocou a demolição como uma das alternativas para a precária situação do prédio, ligou a fim de explicar que não é, pessoalmente, favorável à medida. Deixou claro que, apenas, em seu papel, comentou as possibilidades. E antecipou que diante da própria reação comunitária é certo que o prédio atual será reformado.
O novo problema que surge, naturalmente, diz respeito ao quando ocorrerá a reforma. Os recursos são escassos e será preciso fazer um trabalho complexo para obtê-los. Mas o próprio Marcelo Paulino asseverou que a obra vai ser feita, tão logo sejam obtidos os meios, incluindo verbas externas.
Naturalmente, a notícia é boa. Entretanto, a mobilização deve continuar. Os pais e alunos que promoveram manifestação no sábado devem seguir atentos, como toda a comunidade, inclusive exigindo medidas imediatas para os problemas emergenciais. Uma reforma ampla pode demorar. Providências para resolver questões que reclamam imediata solução devem ser exigidas com firmeza.
Hugo Simas-2
De todas as mensagens que recebi em defesa do Hugo Simas, considerei a do advogado José Carlos Ghelardi particularmente importante porque ele lembrou de outra destruição do patrimônio local, a venda e demolição do Instituto Filadélfia. Ghelardi, que mandou uma cópia do diploma do curso primário, do Grupo Escolar Hugo Simas (assinado pela saudosa professora Mercedes Martins Madureira, diretora, e pela ex-professora, hoje advogada, Yolanda Voigt Consentino), conta que fez o admissão, o ginásio e o curso técnico de contabilidade no Filadélfia. Hoje - escreve - o terreno está ao abandono, prestando-se a ninhos de cobras, abrigo para vândalos e palco de maconheiros. Mas, desta vez, prometo: Irei à luta. Moverei céu e terra para conseguir o tombamento daquele local histórico.
O advogado pediu inclusive que divulgasse seu telefone, 330-2560, pondo-o à disposição para que os interessados em lutar juntos liguem a fim de se criar uma comissão que reivindique junto ao Governo do Estado o imediato tombamento do prédio.
Penso que é uma boa idéia. No momento, informa-se que a demolição parece estar descartada. Mas não custa manter a atenção e o cuidado para evitar surpresas.
Fila no BB
Muitos leitores procuraram a gente para reclamar da fila imensa que havia na agência central do Banco do Brasil, em Londrina. Um fotógrafo foi enviado para o local mas só pôde constatar a situação. Alegando que havia equipamentos de segurança no local, o gerente administrativo do banco, Luiz Monel, não permitiu que fossem feitas fotografias. Mas explicou que a fila imensa que se observava era, infelizmente, comum, em dois dias da semana: segundas e sextas-feiras. Além dos motivos naturais (no começo da semana, as pessoas correm para resolver problemas, no fim de semana vão ao banco para retiradas), segundo o sr. Monel, também existe o fato de que aparecem também muitos clientes de outras agências.
Como diria alguém, explica mas não justifica. Uma vez que se sabe que há dias de movimento maior, então é natural que se adotem medidas para prevenir. Como não parece possível abrir os bancos mais cedo (o que seria o ideal, não só para o BB mas para todos os outros) então o negócio é aumentar o número de pessoas atendendo nos caixas, pelo menos nas segundas e sextas-feiras. O que o cliente não pode aceitar passivamente é esta forma de tratamento que evidencia até descaso. O que aliás, não ocorre só no BB.
Luta contra a cegueira





