Uma leitora ligou para contar que quase teve de brigar com o funcionário de um supermercado da Avenida Higienópolis. Ela estava pegando um produto e o funcionário queria que o deixasse porque ele estava remarcando os preços, naquele momento. Como a leitora falou, nós já vimos estas cenas antes.
Só que tem uma coisa: não estamos, ainda, vivendo aquela época de inflação de 1% ao dia, quando a maquininha de remarcação era o instrumento mais comum em quase todos os supermercados. E este tipo de atitude de ficar mudando preços, correndo até atrás do comprador para aumentar o valor do produto na hora da compra é abusiva.
Gosto muito daquela publicidade institucional sobre a crise em que o empresário Antonio Ermirio de Moraes diz que não é a recessão ou qualquer outra coisa que acaba com uma empresa: o que pode liquidar com um negócio é o consumidor. Este é nosso poder, já o comprovamos. De fato, a inflação parece estar ressurgindo, mas todos os sinais indicam que é possível mudar isto, reverter a situação. Só que os especuladores de sempre querem é se aproveitar, sem escrúpulos e sem respeito. Todavia, nós podemos vencê-los. O negócio é continuar escolhendo por preço, não aceitar exploração, não comprar mesmo diante do abuso.


Combustíveis
A gente não pode falar de preços e esquecer que os combustíveis estão mais caros, graças (claro) ao Governo Federal. Subiu a gasolina, subiu o diesel, subiu o GLP (que pesa diretamente sobre todos nós). O álcool vai atrás, não tenham dúvidas. Não é derivado de petróleo mas alguns velhos vícios continuam vivos neste país. Se o petróleo baixa no exterior, aqui não acontece nada. Se sobe e o real desvaloriza, aí vem majoração. E ainda querem enfiar mais alguns impostos sobre os combustíveis.
Agora, nós temos de fazer nossa parte. Em relação ao álcool e à gasolina, que têm preços liberados, é preciso continuar na pesquisa: há preços diferentes e o consumidor atento pode escolher o menor. Claro, existe outro problema: por vezes o preço mais baixo pode ocorrer por causa da má qualidade do produto. É preciso ter atenção, também nisto. Como também é necessário observar os prazos porque há um juro embutido que pode ser muito elevado.
Na próxima semana, os preços devem estar definidos. Pretendo dar uma olhada para tentar ajudar na escolha dos que estejam mais baixos. Penso que neste momento todos temos de ficar atentos para evitar que a especulação faça voltar a inflação desenfreada que parecia vencida.


Ajuda divertida
Escrevi há dias e repito: nesta época, talvez mais que em outras, as entidades e organizações que prestam atendimento aos carentes, em todas as faixas, enfrentam dificuldades. E recorrem, naturalmente, à coletividade.
Quando o apelo à ajuda vem na forma de algum tipo de retribuição, penso, fica mais fácil. É o caso do bazar beneficente que a Santa Casa realiza amanhã. E é também o que acontece com a exposição de flores que fica aberta até domingo no Armazém da Moda.
O Bazar (na Celso Garcia Cid com Duque de Caxias) abre das 8 às 17 horas, oferecendo roupas importadas, novas e semi-novas, a partir de R$ 1,99. São roupas vindas da Alemanha sendo que desta vez também haverá roupas indianas. A pessoa compra roupas (inclusive alguns casacos muito bons para o frio) e ajuda a Santa Casa.
Já a exposição de flores do Armazém tem coisas lindas e a preços realmente baixos. A gente pode levar muita beleza para casa, ao mesmo tempo que ajuda a Casa do Caminho. Quer dizer, sem nem perceber (e tem muitos que seguramente não sabem deste lado beneficente) é possível ajudar uma entidade que presta tão bons serviços.
É bom este tipo de iniciativa, até porque fica mais fácil pedir ajuda quando se oferece - além da alegria de auxiliar - algum tipo de retribuição.


Brigas domésticas

mockup