Um leitor veio me procurar para reclamar sobre a situação de abandono em que se encontra o Centro Social Urbano da Vila Portuguesa. Um local aprazível que, conforme ele explica, se encontra em precária situação. ‘‘A gente vai até lá para caminhar, pensando na saúde, e acaba é no meio do mato’’.
Ele lembra que a Prefeitura acaba de gastar, conforme o próprio prefeito anunciou, um bocado de dinheiro para a recuperação do Zerinho, também investe bastante no Zerão, mas esquece de outras áreas, como o CSU da Vila Portuguesa que deveria merecer atenção idêntica. ‘‘A gente nem quer que gastem lá tanto quanto aplicaram aqui. Com bem menos, certamente, seria possível recuperar o local que, afinal, deve merecer a mesma atenção de outros pontos de lazer’, diz.
Outra queixa diz respeito ao fato de que algumas pessoas estão transformando os terrenos baldios em volta do CSU em depósitos de lixo. Claro que neste ponto há uma evidente falta de civilidade de quem joga lixo em terreno vazio, mas é também um reflexo da falta de cuidado das autoridades. O abandono por parte de quem deveria cuidar acaba se tornando em uma justificativa para o mau cidadão.
O Zerinho, a propósito, ficou bonito, sem dúvida. Esperemos que outras áreas recebam senão o mesmo tratamento pelo menos o mínimo para que possam atender às suas finalidades.


Rua Gomes Carneiro
O leitor Antonio Motta de Souza escreve para fazer algumas sugestões ao Ippul a respeito da Rua Gomes Carneiro, área central, em que ele mora, e que sofreu, recentemente, algumas modificações que, como assinala, ‘‘beneficiaram os motoristas, mas prejudicaram os pedestres’’. Por causa disto, escreve, ‘‘está se tornando impossível atravessar aquela via’’.
O sr. Antonio sugere, entre outras coisas, que seja permitido o estacionamento de carros dos dois lados da rua. A idéia é curiosa, até porque se for permitido o estacionamento dos dois lados a impressão é a de que o trânsito vai ficar mais caótico. Mas é que o leitor entende que com isto os carros que passam por lá vão ter de reduzir a velocidade, o que, em tese, facilita a vida dos pedestres. Outra sugestão é relativa à instalação de quebra-molas antes de cada esquina.
A segunda sugestão, parece que não está conforme com a atual legislação. Já sobre a primeira, tenho recebido tantas queixas sobre carros estacionados nos dois lados de muitas ruas que não sei se a idéia é tão boa. O que sei é que existe um problema real e que o Ippul precisa verificar o assunto e adotar alguma providência. Espero que não seja preciso nenhum abaixo-assinado para conseguir isto.


Pedido de ajuda
O Instituto Torre Forte, centro de recuperação de toxicômanos, com escritório na Rua José Maurício Barroso, 45, em Londrina, realiza um trabalho dos mais importantes na ajuda de drogados e viciados. Seu objetivo, aliás, é precisamente este, o de amparar, recuperar e promover a reintegração dos que caíram nas malhas do vício na vida comunitária.
Os dependentes recebem o apoio possível. Mas a entidade, sem fins lucrativos, encontra dificuldades (o que, infelizmente, é uma situação real para todos os grupos beneficentes aqui e por toda parte) para realizar seu trabalho. Uma das carências maiores é a falta de acomodações. Eles precisam de beliches - o uso de beliches tem um fim lógico, o de aproveitamento maior do pouco espaço de que dispõem - colchões e roupas de cama.
Quem puder (e quiser) ajudar a entidade pode fazer contatos pelos telefones 326-2086, com Moisés Salles, e 328-5795, com Mara. Eles aceitam tanto aquilo de que necessitam, conforme está exposto, ou outras coisas, inclusive doações em dinheiro.
Os leitores sabem que não veiculo muitos destes pedidos. Entretanto, como a caridade muitas vezes, conforme disse o velho amigo Wilson Silva, é uma reação, então penso que pode ser útil divulgar o tipo de apelo feito pela Torre Forte.


Gordura e câncer

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