O debate sobre a idéia de se revitalizar o centro da cidade, com flexibilização do horário do comércio - incluindo o funcionamento à noite, durante a semana, e aos sábados e até aos domingos - percebe-se que muitas coisas paralelas têm de ser realizadas a fim de oferecer a infra-estrutura reclamada para isto. Uma destas necessidades é a de se oferecer segurança aos que passem a vir ao centro e também aos estabelecimentos que funcionam ali.
De todos os itens que se reclama, sem dúvida este é um dos mais sérios. Sem garantia de segurança, qualquer esforço para mudar a realidade que o comércio central vive não vai atingir o objetivo. O consumidor, sem dúvida, gosta do centro. É mais fácil chegar a ele, o Calçadão por si é uma atração à parte, existem opções variadas para compras. E o espaço aberto, sem dúvida, pode ser até mais atrativo do que o panorama dentro de um shopping. Tudo porém é inútil se não houver um cuidado melhor, a presença permanente de policiais, o funcionamento dos módulos, viaturas em circulação permanente pela área. Sabe-se que a simples presença de policiais (como se viu recentemente no Bosque) já inibe boa parte da ação dos marginais.
Com garantia de segurança, a revitalização do centro pode se fazer de modo mais fácil e tranquilo. É um dos pontos importantes para mudar a atual situação de uma área tão importante.


Insegurança
Infelizmente, a falta de segurança não é apenas um problema da área central. As reclamações vêm de todos os pontos. No último fim de semana, houve um assalto na entrada da Casa do Estudante Universitário, uma área movimentada. Diante da CEU, como vocês devem saber, tem uma praça com árvores frondosas que acabam se tornando cúmplices involuntárias dos marginais. Não tem iluminação boa, não tem policiamento.
Também ao lado, no Restaurante Universitário da rua Canudos, falta melhor segurança. Quando ao que acontece na rua Canudos, é coisa séria. Estudantes que vêm, à noite, da UEL, subindo pela Humaitá, não entram na Canudos, com medo. Mesmo que isto facilite a vida, acabam indo até a Higienópolis para fazer o contorno e voltar à JK.
Em toda aquela área, a iluminação é deficiente, falta segurança. Mesmo em frente ao Canadá, na JK. As informações sobre assaltos ali, à noite, atingindo estudantes da região, são constantes.
A simples presença de viaturas policiais, rondando pela área, já ajudaria. Melhorar a iluminação também, mesmo que isto implique em podar algumas árvores. E penso que até a UEL podia ajudar no oferecimento de segurança, pelo menos, diante da CEU e do RU.


Reclamações
-O sr. Koiti, residente na Rua das Maritacas, liga para reclamar que um trecho daquela rua foi rebaixado. Resultado, sempre que chove, o que tem acontecido com frequência, o local rebaixado se transforma em lagoa, prejudicando o trânsito, oferecendo risco às pessoas. Logo, os pescadores das redondezas vão começar a pescar ali.
-Já o síndico do Condomínio Residencial Montese, situado na Rua Montese, próximo à Higienópolis, informa que há meses vem reclamando junto às ‘autoridades competentes’ sobre a existência de uma árvore podre na calçada diante do prédio. Até agora, diz, ninguém fez nada. Depois a árvore cai, machuca alguém, provoca estragos, e daí, como diz um narrador de futebol, não adianta reclamar. Aliás, tem muita árvore em péssimas condições na cidade. Pior é que se alguém resolver cortá-las, corre o risco de ser autuado, criticado, é chamado de inimigo da natureza. Acredito que a AMA precisa se preocupar mais com esta questão.
-Um leitor me procura para elogiar a Prefeitura, dizendo que tem observado atenção e cuidado na preservação de praças e canteiros centrais. E diz que o que está faltando é a ação dos particulares, limpando terrenos baldios, alguns convertidos em verdadeiros matagais.


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