Praça Londrina (Estelio Feldman)
Quando li, na edição de sábado, que o diretor-técnico da Fundepar, engenheiro Marcelo Paulino, sugeriu que a melhor alternativa para o Colégio Hugo Simas, que se encontra em condições precárias, seria demolir e construir um novo prédio, fiquei apavorado. Pensei que esta coisa de se derrubar patrimônios reais de Londrina tivesse ficado para trás depois que a comunidade salvou o Fórum e as estações rodoviária e ferroviária, entre outros.
O Hugo Simas é um patrimônio desta cidade. Claro, deve ser reformado, precisa continuar a ser o centro que tem sido de difusão da educação, formando novas gerações, como formou as mais antigas. Se reformar pode ficar até mais caro que derrubar e fazer outra coisa, penso que a diferença não é tão grande que implique em se aceitar mais este crime contra a história viva de Londrina.
Não falo nem que foi lá que nasceu a UEL: ali funcionaram as primeiras faculdades de Londrina, Filosofia, Direito, Odontologia. Mas não é só isto: o Hugo Simas tem 61 anos de história, milhares de londrinenses (até o sr. Marcelo) passaram por lá. Vamos recuperar, vamos reformar. Mas não vamos derrubar. Dado porém o caráter democrático deste espaço, se alguém tem idéias diferentes, pode expressá-las que as divulgarei.
Cinema na BPM
Para quem não teve ocasião de ver (ou para quem quer assistir de novo), a Biblioteca Pública Municipal do centro apresenta, hoje, a partir de 12 horas, na sua programação de filmes, o nosso Central do Brasil. Todas às terças-feiras, a BPM oferece um filme, de graça, sempre a partir das 12 horas. É um horário bom para quem trabalha no centro e não vai almoçar em casa. Na verdade, para conferir o filme nacional que já ganhou tantos prêmios e está indicado para o Oscar, vale a pena perder um almoço.
Por falar em cinema, no sábado o Catuaí 3 ficou lotado com a exibição prévia, às 10 da noite, do filme também indicado ao Oscar, Shakespeare apaixonado. Tinha tanta gente na fila que a gerente do cinema teve de informar que alguns acabariam não podendo entrar, antecipando que o filme entra em exibição normal nesta sexta-feira.
A lotação do Catuaí, no sábado, revela que o público londrinense aprecia bons filmes. O negócio é apresentá-los. E a boa notícia é a que vi lá no shopping sobre a abertura de mais 2 cinemas. Na verdade, é um local muito bom para se ir ao cinema: tem as lojas, tem a Praça de Alimentação, tem tudo. É uma festa, que fica ainda melhor quando o filme, como Shakespeare Apaixonado, é bom.
Faixa
Pais de crianças que estudam na área do Marista (e por lá tem muitas escolas, inclusive para crianças) foram ao Ippul a fim de pedir que fossem criadas algumas faixas de segurança na avenida Tiradentes, ponderando que desde o semáforo da esquina da Maringá até a TV Coroados não tem nenhum. Daí, informaram que eles deveriam apresentar um abaixo-assinado, com 500 ou 600 assinaturas, a fim de conseguir o que pretendiam. Considerando a exigência um verdadeiro absurdo e assinalando até que as faixas de segurança para pedestres são exigência do atual Código de Trânsito, um deles acabou vindo até aqui para apresentar a questão e pedir apoio.
Penso que é até um absurdo exigir abaixo-assinado para atender a um pedido de tal modo relevante. É certo que se vai dizer que a avenida Tiradentes é quase uma estrada. Mas é área urbana, há crianças que precisam atravessar (e há também adultos e idosos, estes últimos por vezes com dificuldades) e a obrigação das chamadas autoridades competentes é a de garantir segurança a todos, inclusive aos pedestres. Aliás, os pedestres continuam a ser os grandes preteridos neste nosso trânsito maluco. Uma situação que precisa ser modificada urgentemente, em nome da segurança que todos reclamam e merecem.
Bebida e derrame





