Praça Londrina (Estelio Feldman)
A gente passa pelo centro da cidade no sábado à tarde e percebe o vazio. Algumas grandes lojas foram autorizadas a funcionar, mas as menores, não. À noite, então, nem isto. O centro está esvaziado. E isto é ruim. A campanha que o Sincoval - Sindicato do Comércio Varejista de Londrina e região - lançou é mais que oportuna, principalmente quando enfrentamos tantos desafios negativos. Fala-se do desemprego, que é real, da recessão, que é consequente. Mas é preciso pensar em alternativas e, sem dúvida, revitalizar o centro, propiciar condições para flexibilizar o horário do comércio, permitir o funcionamento à noite, durante a semana, mais tarde aos sábados e até mesmo aos domingos, constituem alternativas lógicas e naturais.
Naturalmente, é preciso que uma série de medidas paralelas sejam adotadas. É necessário pensar na segurança, na questão do estacionamento, no oferecimento de conforto à população. Todavia, tudo isso é possível e eventuais despesas necessárias podem ser vistas como investimento.
Os comerciantes, aliás, investem. Abrem lojas, fazem shoppings. É necessário dar-lhes condições para que funcionem com capacidade plena. A flexibilização do horário para o comércio no centro já seria um bom começo.
Doar sangue
Um amigo veio aqui, arrasado com o que lhe havia acontecido. Contou que, atendendo ao apelo de conhecidos, foi doar sangue, coisa que costumava fazer sempre que solicitado. Chegou, preencheu uma ficha e, após uma inesperada espera, foi informado: não podia doar sangue porque estava com mais de 60 anos.
Para ele, é um tipo de discriminação sem sentido porque, como pondera, o critério para aceitar ou não a doação de sangue deveria ser o estado físico da pessoa e não a idade cronológica. Ele lembrou que, no Brasil, hoje, a média de idade da população está subindo e que isto deve ser levado em conta para muita coisa, o trabalho, o lazer e, também, na questão saúde.
Revoltado, ele disse que conhece muita gente com 50 anos que está em pior estado físico que o dele, com pouco mais de 60. A discriminação por idade, sem dúvida, constitui uma estupidez. Não escrevo isto apenas porque eu também estou na faixa dos que não podem mais doar sangue mas porque estamos vendo o Brasil jogar fora gente com plena capacidade, por um critério muito discutível. O simples fato de termos hoje mais idosos do que há 10 ou 20 anos indica que temos de mudar a forma de ver e tratar esta população que está passando dos 60.
Jardim Piza
Dona Maria Helena, residente no Jardim Piza (zona sul), ligou esta semana para lembrar que há alguns meses, em novembro, havia feito uma reclamação sobre a situação geral naquela região, indicando que ali havia uma série de problemas. Nesta nova ligação ela informa que o tempo passou, mas se houve alguma mudança foi para pior.
O trânsito, naquela região, diz ela, é de assustar. As pessoas têm até medo de sair à rua porque os carros passam em velocidade e sem qualquer cuidado. O desmatamento por lá, também, como informa a leitora, continua sem critério e sem cuidado. A poluição cresce, bichos (cobras e gambás, entre outros) proliferam. E os moradores não têm tido éco em suas reclamações. Procuram um órgão e são enviados a outro. Por isto, acabam chegando à Praça.
A leitora completa dizendo que, em seu entender, os problemas se agravaram com o aumento no total de alunos da Unopar. Penso que a existência da nova universidade ali representa um fator positivo. Entretanto, é até natural, como há mais gente circulando por lá, os problemas aumentam. E creio que a própria administração da Unopar pode ajudar, inclusive alertando seus alunos para que evitem abusos, em especial quando transitam pela área.
Combate à Aids





