Um leitor veio contar que, no domingo, foi vítima do que, conforme considera, foi um abuso de autoridade. Ele estuda aqui, mora no Calçadão e, naquele dia, o pai dele trouxe, em uma caminhonete, algumas coisas para o jovem e seu irmão. O pai entrou pelo Calçadão com o veículo para descarregar e foi impedido de imediato com a ameaça de multa caso não saísse na hora. O motorista ponderou que não havia movimento, a descarga seria rápida, sem problemas. Não teve sucesso. Acabou sendo obrigado a tirar o carro de lá, levar até a Avenida São Paulo e, de lá é que foi feita a descarga.
O moço conta que só o tempo em que se tentava convencer a autoridade a permitir a descarga seria suficiente para o trabalho. E ponderou que, levando em conta a falta de movimento (até por ser domingo), deveria haver pelo menos bom senso para permitir uma simples operação. ‘Não era uma mudança’, ele explicou.
É complicado, sem dúvida. Mas como eu já quase fui atropelado, num sábado de comércio aberto, no Calçadão, por um carro que entrou malucamente, sem que ninguém fizesse nada para coibir isto (informaram que aquele carro podia, era de alguém que tem barraca lá), fiquei pensando no porquê de tanta exigência no domingo, sem movimento! Parece que tudo depende da ‘autoridade’ de plantão.


Telefones
Ainda no ano passado, uma leitora ligou para falar de um problema que vivenciava: o número de seu telefone tinha sido, antes, da Secretaria de Ação Social. Isto lhe criou uma infinidade de problemas porque o telefone tocava o dia todo com pessoas querendo falar na referida Secretaria.
Esta semana, um leitor me informou que enfrenta um problema quase idêntico. Seu novo telefone era, antes - ele acabou descobrindo - de um pastor. Já está com o telefone há mais de um mês e continua a receber ligações de gente perguntando se é da ‘igreja tal’. O que ele pode fazer é dizer que não.
A gente sabe que a Sercomtel mantém, por algum tempo, quando muda o número de algum telefone, um aviso para quem ligar para aquele aparelho. E só instala o mesmo número depois de algum tempo. Parece, porém, que o intervalo adotado não tem sido suficiente.
Como nós estamos vivendo uma nova época em que as pessoas começam a perceber que podem fazer alguma coisa e não deixar tudo a cargo do poder público, o usuário pode avisar os amigos. No caso de uma Secretaria ou Igreja pode até fazer anúncios nos meios de divulgação. Ou, na pior das hipóteses, ligar para o novo usuário, dar o número novo e pedir que o informe a quem procurá-lo no antigo.


Aeroporto
Recebi de um leitor uma queixa, no mínimo, curiosa. Ele contou que participou, há algum tempo, de recepção ao governador Jaime Lerner, no aeroporto local. E saiu com seu carro seguindo a caravana. Não deu outra: passou pela lombada eletrônica existente na avenida Santos Dumont acima dos 33 quilômetros horários e foi multado.
Para ele, é uma situação absurda: o carro do governador segue em velocidade, quem vai atrás não pode andar mais devagar. Ser multado por estar na caravana oficial parece, para ele, um absurdo.
O leitor vai além em sua queixa. Ele pondera que uma avenida como a Santos Dumont, que dá acesso ao aeroporto, deveria ter velocidade máxima permitida maior que os 30 quilômetros horários estabelecidos pela lombada eletrônica. Falou até que em outras cidades, nas avenidas idênticas àquela, a velocidade máxima autorizada é, em alguns casos, de 60 quilômetros horários. E entende que 40 quilômetros por hora seria o ideal em Londrina.
É mais uma questão bem colocada que deve ser mais discutida, inclusive porque, avenida ou não, a gente tem de pensar em quem precisa atravessá-la. Talvez os técnicos em assuntos de trânsito possam dar alguma ajuda a respeito.


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