Dizem que no Brasil o ano termina antes do Natal e só recomeça depois do Carnaval. Diante de tudo o que aconteceu em janeiro, penso que muita gente bem que desejaria que isso fosse verdade. De qualquer modo, para nós, na Praça, é o que aconteceu. Nós nos despedimos em 18 de dezembro e estamos voltando agora, no segundo dia de março.
Foi um longo tempo em que senti enorme falta deste contato que temos, quase diário. Nos primeiros dias, depois do início da folga, muita gente ainda ligou, escreveu, me procurou, falando dos problemas (que não têm férias). Em alguns casos, inclusive, passei as reclamações para a Editoria local que fez o possível. Em outros, apenas disse que se o problema persistisse, a gente voltaria a ele logo depois do Carnaval.
Agora o Carnaval passou e estamos de novo aqui, neste caderno que é de Londrina, por Londrina e para Londrina. E nesta Praça que está aberta para todos, este canal que existe justamente para que o leitor possa fazer suas reclamações e, também, seus elogios.
Estamos aqui, de novo, graças a Deus, esperando vocês. Escrevam, telefonem, falem comigo, podem até mandar o tal ‘e mail’, que é a mensagem via Internet. Para esta Praça não há reclamações pequenas ou questões insignificantes. Vamos continuar juntos a comentar as coisas de nossa Londrina.


Semáforos
No dia em que esta Praça circulou pela última vez, em 98, recebi um telefonema do IPPUL com informações sobre a instalação de semáforos. Disseram que tão logo estivesse concluída a instalação dos novos aparelhos na rua Maringá haveria excedentes para instalar em outros pontos importantes, inclusive os que a gente vinha pedindo o ano inteiro para a rua Espírito Santo, nas esquinas com João Cândido e Pernambuco, principalmente. Garantiram então que logo no começo deste ano os novos semáforos já estariam funcionando.
Mas não estão. Na rua Maringá, parece, está tudo concluído, também há novos semáforos na JK, houve inclusive mudanças ali, com pelo menos a subtração de um sinal de 3 tempos, na esquina com a Fernando de Noronha. Entretanto, neste começo de terceiro mês do ano, os semáforos prometidos (e necessários) ainda não foram instalados.
Não pensem que gosto tanto assim de semáforos. Na verdade, penso que há muitos nas nossas ruas. Mas como gosto menos ainda de acidentes e como uma das poucas garantias de segurança para o trânsito ainda são estes sinais, entendo que é melhor que haja muitos deles, garantindo menos problemas no trânsito.


Bacalhoada cara
Com a alta do dólar as coisas importadas encareceram. Tenho ouvido comentários sobre uma das consequências disto: a bacalhoada da Semana Santa vai ficar mais cara! Que absurdo!
Existe uma solução simples para isto: não vamos comer bacalhau na Semana Santa. A exigência da Igreja católica para este período é a de abstenção de carne. Então, se come peixe. É bom, até porque se trata de um dos melhores alimentos existentes. Peixe é bom pra cuca, é o que dizem. Mas não precisa ser ruim para o bolso.
Vamos consumir peixe nacional, vamos comer sardinha brasileira. E agradecer até se podemos comprar isto para a Semana Santa. Se for um sacrifício, tanto melhor, afinal a época, tanto a Quaresma quanto a Semana Santa, exige mesmo uma postura diferente de meditação, de abstinência.
E independente da Semana Santa e do bacalhau, vamos também perceber que a hora é de mudar de hábitos, de largar mão do importado que agora está mais caro e preferir o nacional, mais barato e que gera empregos entre nós. Esta alta do dólar pode ser muito boa para nosso bolso, até para nossa economia. É só a gente não aceitar os apelos de um consumo tolo para ver que pode sair-se bem nesta crise.


Exercícios e o cérebro

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