Para nós, este é o último encontro do ano. O Caderno entra em recesso, a Praça, também. Só voltaremos a nos encontrar, como bons brasileiros, depois do Carnaval, se Deus quiser.
Assim, tenho de aproveitar para desejar tudo de bom, um bom Natal, um bom ano novo, um bom ano de 1999, uma boa vida para todos quantos têm estado comigo nesta nossa Praça.
Lembro que, no ano passado, o professor Sérgio Giavarina promoveu, na Concha, nesta época, uma homenagem a John Lennon. E, inclusive, decorou nossa Concha para a ocasião.
Este ano, não sei porque, o concerto em lembrança do imortal compositor e cantor que produziu imensa mudança nas nossas vidas, não saiu. Mas o Sérgio enviou uma mensagem de fim de ano, junto com uma foto da Concha decorada para a apresentação do ano passado. E ali está expresso um voto que vale sempre, que não perde a garantia porque a cada Natal, a cada véspera de ano a gente fica assim, meio que emocionado e esperançoso, e quer desejar o melhor para todos quantos conhecemos e também para quem não conhecemos. A gente fica com vontade de desejar um bom Natal para os iraquianos, atingidos pelas bombas de Clinton, e até para o cabeçudo presidente dos EUA que por vezes parece não pensar no que faz. E que as bombas parem de cair antes que o Natal chegue!


Polícia eficiente
Coisa rara: uma leitora liga para pedir que faça um elogio à ação da polícia local. Ela conta que, no último domingo, ao chegar à sua casa, umas 10 da noite, foi rendida por marginais. Um deles encostou uma faca em seu pescoço. Queriam, claro, dinheiro. E levaram. O que usava a faca advertia que não teria qualquer escrúpulo em matá-la.
Chegou à sua casa em choque, chamou a polícia. E, a partir daí, conta, sentiu-se realmente protegida e confortada. Uma viatura chegou logo em seguida, o sargento que conversou com ela foi atencioso e gentil, ela diz.
Os ladrões foram presos hora e meia depois. Haviam cometido mais alguns assaltos. Ela foi à polícia para identificá-los e, revela, uma vez mais sentiu-se bem com um atendimento que lhe dava segurança, inclusive por parte do delegado. Ficou sabendo que, de fato, tinha tido sorte: os marginais eram fugitivos, marginais que não teriam mesmo nenhuma dor de consciência caso tivessem de matá-la. Até por isto ela pediu que não divulgasse seu nome.
Mas insistiu em que desse a informação porque, como todos sabem, normalmente só se ouve críticas à polícia. Então ela entende que tem o dever de fazer o elogio, assinalando que se sentiu mais segura devido ao modo como foi atendida.


Árvores
Recebo fax de uma leitora denunciando o descaso para com as árvores que deveriam, como diz, embelezar nossa cidade. ‘Especificamente - assinala - na Rua Belém, entre as ruas Bahia e Guaporé, a derrubada de árvores aconteceu de forma abusada visto que hoje, em toda a extensão do quarteirão, temos apenas uma árvore para nos oferecer sombra. Em uma das esquinas, onde está instalada uma empresa, cortaram todas as árvores que havia ali e além de não plantarem outras fecharam os buracos com concreto. Outro morador, ao lado, fez a mesma coisa, tapando a calçada com cimento, impedindo o replantio. Nas últimas que sobravam, plantaram no lugar árvores de pequeno porte’.
‘O que me entristece - escreve ainda - é que falam tanto em uma ‘Londrina Linda’ e não percebem o que estão fazendo com o nosso verde. Já reclamei na AMA, mas lá é tudo muito confuso e ninguém resolve nada’.
No final da mensagem, a leitora pede às autoridades que tomem providências para mudar esta situação e que impeçam que outras pessoas continuem a cometer o que, com razão, chama de ‘crime’ contra as árvores e, vale dizer contra a própria vida.
Existe até lei de proteção ambiental, entre nós. Mas quem é que a observa?


Natal na Santa Casa

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