Praça Londrina (Estelio Feldman)
Vivemos tempos novos, principalmente em função do despertar da consciência da cidadania no País. Foi-se o tempo em que o consumidor era maltratado nos estabelecimentos comerciais, tinha medo de reclamar. Hoje, cresce a consciência do consumidor e do vendedor. Reflexo disto é o recente concurso realizado pela Associação dos Lojistas do Catuaí que entregou o Prêmio de Excelência no Atendimento Catuaí 98. Foram premiados 3 gerentes e 3 vendedores, considerados os melhores por uma comissão de clientes surpresa, formada por jornalistas, estudantes e profissionais liberais que, nos últimos meses, avaliaram o atendimento prestado pelas lojas do Catuaí. Foram premiados, na categoria gerentes, Claudete Ayako Oda Zambrim, da Fliper, Gisele Nobre de Oliveira, da loja Yachtsman, e Maristela Mantovani, da Bonny. Como vendedores, os prêmios foram para Leoni Nunes Belmont, da loja Sapataria, Márcia Regime Felie, da Queen Shoes, e Elaine Cristina Davanzo, da loja O Boticário.
O resultado desta preocupação se percebe facilmente: o Catuaí recebe milhares de pessoas todos os dias, gente que vem de toda parte e volta sempre. Sucesso que representa estímulo e crescimento. O consumidor respeitado e bem atendido agradece e retribui, sempre.
Trânsito
Da leitora Caroline Costa recebo uma carta que é um desabafo.
Escrevo-lhe por não aguentar mais. Há muito já deveria ter dado minha palavra, em sua coluna, mas achei que não tinha tantos motivos assim, começa, para afirmar, na sequência:
Moro no centro de Londrina, Rua Santos entre as ruas Sergipe e Tupi e, quinzenalmente, eu, minha família, meus vizinhos e todo o pessoal da redondeza têm presenciado de duas a três batidas de automóveis por nossas esquinas. Trabalho na Espírito Santo, entre JK e Higienópolis e por ali também tenho visto muitas batidas. Ando diariamente por estas ruas (Sergipe, Espírito Santo, Higienópolis) e percebo que as batidas também acontecem em outras esquinas.
Acontece que, com certeza, todas as esquinas possuem placas de sinalização indicando a preferencial. Não sei o que pode estar acontecendo com nossos motoristas, mas sempre a batida acontece porque o carro passa sem parar nas ruas que são preferenciais, escreve a leitora, ponderando entender que o grande problema deve ser a falta de consciência dos motoristas.
Caroline sugere mais sinalização e lembra, também, a falta, na região em que mora e em que trabalha, de faixas para pedestres.
Enfeite
Aquele famoso enfeite de Natal colocado nos postes de muitas ruas da cidade continua a render comentários. Sou imparcial, houve uma leitora que ponderou que agora, com as luzes que existem, ela considera que ficou bonitinho.
Mas o problema não é só este. Muitos leitores enviaram sugestões sobre o que é que deve significar aquele penduricalho. Depois das conjecturas sobre o fato de parecer um E, em homenagem à nossa vice-governadora, ou um 3, evocando o terceiro mandato do nosso prefeito, recebi outras sugestões, duas das quais indicando que se trata é de um J, homenagem ao deputado José Janene.
Pois é, ninguém explica nada. Pior é que, mesmo sem querer contrariar a leitora que gostou, a coisa toda, pelo menos durante o dia, parece de profundo mau gosto, sem sentido. E o mais grave, claro, é que isto teve um custo que, certamente, vai ser pago pelos munícipes (ou será que é oferta de alguma empresa interessada em embelezar a cidade?).
Bom é que, apesar de tudo, ainda há muita gente que tomou a iniciativa de iluminar e enfeitar prédios e casas, criando um clima melhor para este final de ano. O Natal está tão perto, o ano está chegando ao fim e as luzes sempre são valiosas para dar sentido de festa à cidade.
Aspirina, prós e contra





