Do leitor Walério Bianchi Barbetta recebo fax com dois interessantes comentários.
O primeiro diz respeito aos novos semáforos: ‘Dirijo muito na cidade e tenho notado o desperdício do dinheiro público em relação à colocação de dois semáforos em cada cruzamento quando apenas um, do outro lado da rua, resolveria e muito o problema’, diz, e pergunta: ‘Quanto custa cada um desses semáforos? Em quantos cruzamentos foram colocados esses semáforos?’
O segundo é sobre os enfeites natalinos colocados nos postes da cidade e que têm provocado muita celeuma, inclusive sobre o significado deles. Walério tem sua versão: ‘Eles bem se parecem com o saco do Papai Noel (com todo o respeito), vazio. É isso mesmo, vazio. Retrata muito bem a situação que os Papais Noéis de Londrina e do Brasil inteiro vivem hoje’. ‘Certamente - continua o leitor - agradaria muito mais a população se usasse a verba dos enfeites para doar alimentos à população carente, para que tivessem um Natal, no mínimo, digno e com um pouco de comida à mesa. Natal significa o nascimento de nosso Mestre Jesus e simboliza para todos nós, cristãos, que devemos renascer para uma nova vida com paz e harmonia. Por que então o nosso prefeito não renasce para uma nova realidade que hoje é mundial?’


Cumprindo a leiArquivo/FolhaEncantoSob qualquer ângulo, Londrina é um encanto permanente para todos nósUma menina com 64 anos
Inaugurações, trabalho normal, gente pelas ruas, comércio aberto, indústrias funcionando, serviços em atividade. Um dia normal na vida de uma cidade que completa 64 anos de existência e continua a ser a nossa ‘cidade menina’, a paixão de todos nós, tanto dos que chegaram aqui nos primeiros tempos quanto dos que foram chegando depois, ao longo de todo este tempo.
Quando a gente faz aniversário, principalmente quando vai chegando àqueles limites que assustam, fica pensando sobre o tempo, fica questionando a respeito de para onde foram todos estes anos. Em relação à Londrina a gente sabe: estes 64 anos foram passados em meio a muito trabalho, dedicação, até mesmo sacrifício. É só olhar por toda a parte, andar pela cidade, ver o centro, visitar os bairros, andar pela área rural, sentir ainda a poeira subindo, pisar na terra vermelha, no barro que ainda existe (ainda mais depois de uma chuvinha como a da última madrugada) para perceber a vida ardente desta nossa Londrina, uma realidade que todos ajudamos a forjar.
O tempo passa, as pessoas mudam, a cidade é hoje diferente do que era há 50 ou 60 anos. O que porém é fantástico é a percepção do que foi escrito acima: dá para sentir nesta Londrina de todos nós a participação de cada um neste resultado maravilhoso, nesta soma que é orgulho, alegria e realização.


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