Praça Londrina (Estelio Feldman)
Esta notícia veio de Roma e a transcrevo por considerar interessante e cabível também para nós. Informa que os motoristas das grandes cidades italianas perdem até dois anos de suas vidas buscando um local para estacionar seus automóveis, conforme um estudo da organização ambientalista World Wild Fund, Fundo Mundial pela Natureza. Por dia, cada italiano perde entre meia hora e uma hora, o que equivale a uma a duas semanas por ano. O grupo ambientalista propõe uma melhor utilização dos meios de transportes públicos, especialmente em Roma, cujo tráfego é considerado catastrófico.
Com certeza, entre nós talvez não se perca tanto tempo assim. Mas mesmo assim, é uma coisa que merece atenção. Ademais, além da perda de tempo há o desgaste emocional, diário, diante desta questão aparentemente tão simples: onde estacionar o carro?
Pessoalmente, resolvi o problema pagando estacionamento mensal. Penso que o custo é compensado pelo tempo que não perco. Mesmo se vou a outro lugar, longe do estacionamento pago, uso também estacionamentos. Há muitos na área central. Penso que é melhor pagar 1 real por hora, do que rodar atrás de um lugar para estacionar.
Feriado diferente...nem depois de morto...
Insegurança tem sido, infelizmente, uma situação natural para todos nós. Viver, dizem os mais céticos, é uma situação por si insegura. A gente corre perigo se sai na rua, se anda por algum lugar, pode ser assaltado, atropelado. Mesmo em casa existe o perigo, os ladrões podem invadir, um avião pode cair em cima da casa.
Ocorre que, de repente, vamos descobrindo que nem depois de morto o cidadão tem segurança. As notícias sobre violações de túmulos, em Londrina, são mais que chocantes, representam um abuso inqualificável.
Importa menos o motivo da violação. O que é inconcebível em si é o fato da própria ocorrência de tais coisas, o que reclama uma atitude firme, objetiva e concreta dos responsáveis, no caso a Acesf.
Afinal, temos poucos cemitérios, em Londrina. E já foi possível perceber que está faltando cuidado real no sentido de garantir a segurança dos túmulos e a inviolabilidade dos corpos.
Se alguém diz que é muito difícil garantir segurança plena aos vivos, a gente pode até concordar. Mas creio, e como eu pensam muitos leitores que me procuraram, que no que tange aos cemitérios a questão é mais simples: A Acesf tem que se mobilizar para garantir a segurança dos cemitérios, o repouso de nossos mortos. Que possam, de fato, descansar em paz.
Tempo perdido





