Praça Londrina (Estelio Feldman)
Está na Bíblia, lição simples de Jesus quando nos diz que nós nos preocupamos muito e que isto não ajuda em nada nossa vida.
Talvez seja a época, afinal em menos de uma semana estaremos em dezembro, de os detalhes mais simples começarem a aparecer e a serem percebidos de modo diferente. Ontem, foram as floreiras da galeria do Vila Rica; hoje, a árvore vista pelo fotógrafo que não se conteve, gravou o flagrante e o trouxe para a Praça. Uma linda árvore florida, símbolo da vida, que está aí para que a gente veja, como os lírios do campo, mas que quase sempre nos escapa.
Temos, sem dúvida, uma felicidade que moradores de metrópoles monstruosas como São Paulo não têm: em cidade menor, podemos usufruir mais adequadamente das coisas simples e belas da vida. Nos últimos dias, tenho ficado sem o carro. Não é problema: ando a pé de casa para o trabalho e do trabalho para casa. Faz bem para a saúde e é possível ver as coisas bonitas que existem por aí: as árvores, as casas, as ruas, as pessoas.
Natal chegando, tempo de pensar em toda a beleza da época e de fazer parte dela, inclusive abrindo o coração para os outros. O que, aliás, é o melhor do Natal: pensar nos outros, mandar cartões (de preferência aqueles de entidades assistenciais), ajudar os mais carentes, fazer alguém feliz. E olhar a vida e as árvores tão bela que nos circundam.
Cinemas
A responsável pelos cinemas do centro (Londrina e Vila Rica) e do Catuaí liga, magoada, para questionar a crítica da leitora Luciana K. Santos, publicada aqui, semana passada. Luciana questiona o que chama de descaso dos responsáveis pela programação, reclamando do lançamento simultâneo de filmes no shopping e no centro e da falta de opções.
A gerente dos cinemas pondera que muitos clientes foram hipotecar solidariedade, considerando as críticas não só excessivas mas, em muitos casos, descabidas. Ela revela que o lançamento de filmes ao mesmo tempo no centro e no Catuaí ocorre até por exigência contratual das empresas distribuidoras. São públicos distintos e o interesse é atingi-los simultaneamente, informa.
Quanto à crítica sobre o relançamento de filmes, ela informa que houve pesquisa e que os filmes apresentados foram escolhidos pelo público. E completa o raciocínio, principalmente para evidenciar o cuidado que se tem e a vontade de atender ao público, falando sobre a reforma que está sendo feita nos cinemas do Catuaí. Um deles, até conforme foi publicado ontem, já está reformado. Os outros estão recebendo melhorias. Tudo tem sido feito (e continuará a ser, garante) para dar o melhor possível ao público de Londrina.
Bancos
Não é nenhum consolo, mas o problema dos bancos não é só local. Segundo Ruy Coutinho do Nascimento, secretário de Direito Econômico do Ministério da Justiça, os bancos estão em primeiro lugar em reclamações no Procon, superando as dos planos de saúde. Coutinho deu informações durante palestra no seminário Atendimento Bancário, realizado em São Paulo.
Segundo ele, há discussões com a Federação Brasileira das Associações de Bancos (Febraban) no sentido de desconcentrar o atendimento nos primeiros 10 dias do mês, o que tem acarretado filas. Coutinho citou negociações também com supermercados para o recebimento de contas de concessionários de serviços públicos, como forma de reduzir as filas bancárias. E revelou que na Bahia está havendo uma experiência de conta unificada para o consumidor da empresa de energia elétrica (Coelba) e a de telefonia (Telebahia). Coutinho do Nascimento concluiu sua palestra dizendo que é preciso uma maior integração entre o governo e os bancos no sentido de procurar soluções para o triste espetáculo das filas. Segundo ele, os bancos não devem estar voltados apenas para o lucro, mas também para o bem-estar da população. Caso atendam melhor, possivelmente terão mais lucros.
Combate ao câncer





