Quando a Prefeitura entregou as obras de reativação e melhoria da Biblioteca Pública Municipal, informou-se que o acervo existente da BPM estava pela casa dos 195 mil livros. Passado pouco tempo, informa a responsável pela Biblioteca que já foi ultrapassada a casa dos 200 mil livros. E que o projeto é ir além.
Penso que deviamos todos enfrentar este desafio. Nossa Biblioteca poderia ter 400 mil livros (o que equivaleria a um por habitante da cidade). Mas creio que isto também não é tudo. O que precisamos é de mais bibliotecas pela cidade.
Atualmente, fora a Biblioteca central, existe só outra, municipal, em bairro. Claro, tem o ônibus biblioteca, que circula por toda parte. Mas o melhor é um local fixo em várias partes da cidade, atendendo aos estudantes, ao público em geral. Não precisa ser um prédio tão lindo quanto o central. Dependências simples, com poucos funcionários, seriam o suficiente. Livros existem. Se não são suficientes, basta fazer campanha que se consegue.
Nesta época em que tanto se fala nas festas dos 500 anos do Brasil e em que se enfatiza para as comemorações a educação, penso que a cultura pode e deve andar junto. Vamos pensar em mais bibliotecas, por toda parte, nesta nossa Londrina, para distribuir mais cultura a todos.

Pedestres
Um simples fato pode ilustrar bem como as próprias autoridades responsáveis dão pouca atenção aos pedestres: existe um sinaleiro para eles na esquina das ruas Piauí com João Cândido. Pois bem, há muito tempo a lâmpada verde daquele sinal de pedestres, na calçada da Rua Piauí, perto da farmácia, está queimada. E não é trocada.
Temos sempre registrado, com elogios, o trabalho de reposição que se faz às lâmpadas queimadas nos semáforos, por toda a cidade. Também por isto é válida a crítica por este descaso com o pedestre.
Aliás, aquele sinaleiro tem outro problema: o tempo que fica aberto para os pedestres é insuficiente para que se atravesse a rua em passo normal. Ou a pessoa acelera ou corre o risco de ser apanhada por alguns daqueles malucos que ficam parados, diante do Sercomtel, alguns acelerando (um barulho chato que assusta o passante), em outro sinal de falta de respeito para com os que usam os próprios pés para se locomover. O que se conclui é que os motoristas apenas seguem o exemplo dado pelas autoridades.

Xuxa
Também, assim como todos os outros setores do jornal, tenho recebido sérias críticas relativamente ao show que a Prefeitura fará com a presença de Xuxa, no final do ano. Dona Eglair, mãe de uma criança autista e que trabalha em entidade que assiste às vítimas do mal, revoltada, pondera que enquanto a própria Prefeitura reduz verbas para a assistência aos menores, resolve investir 120 mil reais para fazer um espetáculo. Os demais fazem reclamação quase idêntica e sempre lembram das dificuldades das entidades assistenciais e das medidas de contenção de gastos da Prefeitura para completar com a inconformidade de se gastar tanto com um show, o que parece até contraditório.
O que é curiosa é a tentativa dos responsáveis de mudar as coisas. Dizem que não entendem a reação, porque Xuxa é muito querida. No caso, porém, não se trata da Xuxa, podia ser outro tipo de atração. O que se discute é o gasto oficial, ainda mais quando se fala em economia, quando faltam recursos para atender às crianças deficientes, aos austistas e, até, aos meninos e meninas de rua.

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