Praça Londrina (Estelio Feldman)
Uma vez por mês, o comércio no centro abre, sábado, até às 18 horas. Algumas lojas - Americanas, Riachuelo e Pernambucanas - conseguiram também autorização para permanecer abertas todos os sábados até mais tarde. Em alguns dias, naturalmente, todas vão abrir à noite durante a semana e até às 18, nos sábados, em função do Natal. Mas, penso, a idéia melhor seria manter pelo menos o funcionamento até às 18 horas, nos sábados.
O centro ganha com isto, o consumidor também. Com os shoppings, notadamente o Catuaí, que tem o reforço do Carrefour, a concorrência ficou dura. Lá o comércio funciona sábado até 22 horas, domingo das 14 às 20. E é aquele monte de gente circulando por lá. Já o centro, fica deserto e abandonado. Por quê? O patrão Milanez conta que viu inauguração de lojas em Nova York feita de um modo simples: pegavam a porta da loja e jogavam num caminhão que a levava embora. O estabelecimento abria e não fechava mais. Claro, é Nova York. Mas por que é que o comércio no centro não abre, pelo menos, no sábado, até mais tarde? Revitalizar o comércio do centro pode ser uma boa alternativa nesta época de crise bicuda. Lojas abertas, mais locais para lanches, refrescos (nossa praça de alimentação), a cidade ganharia muito.
Onda vermelha
Uma leitora veio contar que a anunciada onda verde dos sinais de trânsito da Maringá não funciona mais. Contou que nos últimos dias, tem é deparado com uma onda vermelha, sendo obrigada a parar em cada semáforo.
Infelizmente, não é problema só da Maringá. Nas principais ruas da cidade, a impressão é a de que os sinaleiros são preparados para segurar o trânsito e não para torná-lo mais fluido. Já contei aqui, e repito, que uma pessoa chegou a dizer que o pessoal responsável faz questão de evitar a sincronização, principalmente nos finais de semana.
Bom, se conseguem evitar que os sinais vão se abrindo para formar a onda verde é de crer que possam fazer o contrário.
Claro, a gente sabe que não é possível fazer sincronismo em avenidas ou ruas de mão dupla. Também penso que se o semáforo da rua Souza Naves tiver onda verde talvez não se possa fazer o mesmo na Mato Grosso, que é paralela. Todavia, creio, poder-se-ia estabelecer o sincronismo nas vias mais movimentadas e conforme os horários. De manhã e após o almoço, onda verde dos bairros para a cidade; na hora da volta para casa, o inverso. Naturalmente, vão dizer que é complicado. Penso que, porém, com boa vontade dá para melhorar um pouco as coisas.
Protesto radical
A leitora Luciana K. Santos envia carta para fazer um protesto contra a programação dos cinemas de Londrina. Deixe de ir aos cinemas de Londrina - diz - pelo descaso que eles têm com o público. Antigamente, Londrina fazia parte de todos os lançamentos do país, mas isso não acontece mais. Todo final de semana, estréia algum filme, ele é exibido em duas salas, ocupando um espaço que poderia ser aproveitado por outro. Neste final de semana, por exemplo, estão exibindo FormiguinhaZ em duas salas, deixando de exibir Coração Iluminado, que tem estréia em todo Brasil. O mesmo acontece com Blade, o caçador de vampiros. O filme está ocupando duas salas de uma cidade que só tem 6.
Luciana continua: Para piorar, inventaram uma tal de Semana de Sucessos, reexibindo filmes que ficaram em cartaz por muito tempo e que ninguém aguenta assistir.
Depois de criticar também o Cine Ouro Verde, a leitora revela que só tem uma satisfação em relação a tudo isto: O meu único contentamento é que vou morar na casa de minha tia em Maringá. Já estou ansiosa para ver todos os filmes que os cinemas de lá tem para oferecer. Radical, muda de cidade por causa da falta de opção de filmes nas salas de Londrina!
Alho e colesterol





