Praça Londrina (Estelio Feldman)
Um grupo de seminaristas, incluindo duas jovens que devem se tornar irmãs de caridade, invadiu a redação do jornal na manhã de segunda-feira. Vinham acompanhados pelo padre Manoel Joaquim que, entre outras coisas é, atualmente, diretor da Rádio Alvorada, para travar conhecimento com o mecanismo de funcionamento de um jornal. A visita faz parte de um aprofundamento sobre as comunicações, tão importantes também para eles que pretendem, um dia, assumir o sacerdócio o que, entre outras coisas, também implica em difusão da palavra de Deus.
Vieram de muitas cidades da região, mostrando sadia curiosidade e interesse por este, para eles, estranho mundo das notícias. Conversaram com redatores, inclusive Oswaldo Militão, foram informados sobre os (pelo menos para eles) complicados caminhos da notícia, viram um pouco dos equipamentos modernos da redação, ouviram o papo de um jornalista e, penso, saíram um pouco mais confusos do que quando chegaram. Isto porém faz parte do aprendizado que eles fazem dentro da vocação que escolheram e do caminho que vão percorrer.
Receberam algumas informações (e vou dizer, é muito difícil entender um jornal em uma hora de visita) e deixaram uma aura de entusiasmo pela vocação que seguem e que tanta falta faz no mundo de hoje.
Anchieta
Pais de alunos e professores do Colégio José de Anchieta, situado na Rua Riachuelo, quase esquina com Higienópolis, pedem mais segurança no trânsito nas proximidades da escola. O maior problema para boa parte está na transposição da rua Humaitá, movimentada, com duas mãos de direção e estreita. Muitos pais dizem que vivem um pesadelo diário quando seus filhos têm de ir à escola e precisam atravessar aquela rua.
Vezes sem conta a Humaitá foi alvo de comentários aqui. Houve muitos apelos para a instalação de pelo menos um semáforo na esquina com Paranaguá, o que facilitaria a travessia da rua pelos pedestres e até a circulação dos carros. Sei que tem gente que não gosta de semáforos, que diz que existem muitos na cidade. Até concordo. Todavia, infelizmente, não parece haver outro tipo de alternativa diante da falta de educação de boa parte dos motoristas. É claro que têm muitos que não respeitam nem semáforo, mas aí já é uma questão de necessidade de mais fiscalização nas ruas. Não precisa haver blitz, que exige mobilização de muita gente, mas a presença de guardas de trânsito nos locais mais perigosos já ajudaria. Com polícia perto, muitos vão respeitar o sinal. Ou serão multados.
Insegurança
Diz-me uma leitora que a insegurança não é privilégio da região da Higienópolis, abaixo da JK. Revela que as coisas também estão muito feias no centro.
Especificamente, ela contou que levou a mãe para casa, na Mato Grosso, área central. E insistiu para que ela entrasse no prédio antes de ir embora porque, como soube, a situação ali está terrível. O porteiro de um prédio contou-lhe que as pessoas estão sendo agredidas e roubadas, à luz do sol, não apenas pelos meninos de rua mas também por mulheres. O profissional disse até que, antigamente, costumava varrer a calçada diante do prédio à noite e que hoje, depois de ter sido atacado por um bando, não faz mais isto.
Pois é, a informação só reforça o que se tem dito sobre a insegurança que se constitui em algo comum em Londrina. E, naturalmente, isto não é coisa que se possa aceitar calmamente como natural da época. Não, de jeito nenhum.
O que temos de reclamar e exigir é policiamento presente e constante, notadamente o preventivo. O ideal, claro, é o de policiais a pé, em duplas, por toda parte, de dia e de noite. A simples presença de PMs, sabe-se, ajuda a inibir a ação dos marginais. E nós temos o direito de exigir isto como uma obrigação básica que o Governo do Estado tem de cumprir.
Diagnóstico da esquizofrenia





