Estamos aí, chegando perto do fim de ano, e fico preocupado. Embora já haja alguns (poucos) estabelecimentos se iluminando, apesar de o Catuaí já estar no clima, não se sente, na cidade, aquela empolgação de outras épocas. A impressão é a de que não vamos ter, este ano, um Natal de luz, como no passado.
E vocês sabem, isto não se faz de uma hora para outra. Sem planejamento, sem um esforço conjunto, o que se pode ter é uma iluminação parcial, feita por alguns mais animados. Todavia, o que se quer, o que de fato é importante, é aquela festa de luzes dos outros anos, não só atraindo a população mas criando um clima bem festivo, como deve ser a ocasião.
Londrina já mostrou que pode se iluminar toda, que pode se tornar uma festa de luz a empolgar a população, inclusive atraindo visitantes. O que é também importante. Entretanto, quando insisto na festa de luzes não é só pensando em termos comerciais ou promocionais, mas na beleza em si e no que isto significa como um demonstrativo do sentimento da população. A luz é alegria extravasando do coração de cada um. As casas iluminadas, as lojas enfeitadas, as ruas cheias de luz, tudo isto empolga e nos dá mais alegria para enfrentar o desafio de um novo ano que se aproxima. Precisamos disto, esta promoção é importante para Londrina e para todos nós.


Indignação
A amiga Iara Lessa manda uma mensagem em que extravasa toda a revolta diante de uma questão, realmente injusta.
‘Não parece um tremendo absurdo a APAE de Londrina suspender seu atendimento às crianças com necessidades especiais por falta de repasse de verbas e, no mesmo dia, a Câmara de Vereadores anunciar a criação de um crédito especial de R$ 480 mil para financiar o clube de futebol da Cidade? pergunta ela. ‘Como uma cidade do porte de Londrina, referência em tantas áreas, que possui diversos estabelecimentos de ensino superior, entre eles uma Universidade Estadual, pode cruzar os braços diante desta situação? Uma comunidade que dá às costas à educação, está dando às costas também ao progresso. Um retrocesso que vai deixar um saldo bem negativo no balanço de 98. Fica aqui, minha indignação frente esta situação’.
Tenho para mim que muitos partilham deste sentimento da Iara diante da situação, que evidencia, também, a falta de sensibilidade que parece estar presente a muita coisa neste nosso Brasil. Penso que este é o problema que nos deve preocupar: falta de sensibilidade face ao sofrimento dos demais. Uma sociedade insensível está seriamente ameaçada em seus princípios.


Broncas
Louris Sechini, que já foi elevada à categoria de colaboradora, ligou na sexta-feira para cumprimentar a Folha pelos 50 anos. E aproveitou, naturalmente, para algumas broncas. Começou criticando severamente quem mandou cortar o flamboyant da JK. Para ela, é um criminoso. Louris relembra que a política de desertificação, a derrubada de árvores, é um crime sério, prejudicando a coletividade. E conta que em sua terra natal, Catanduva, o calor piorou sensivelmente por causa disto, cortaram árvores, acabaram com um parque para fazer o Paço Municipal.
A leitora aproveita, também, para lembrar antigas reclamações, já publicadas: a falta de faixa amarela na Avenida Higienópolis, com a Rua Humaitá, o que torna quase sem validade o semáforo exclusivo para conversões à direita naquela esquina; a falta de atenção, pelo Ippul, em relação à Avenida Bandeirantes; e a precária visibilidade para quem sai da Rua Paes Leme para entrar na Bandeirantes, entre outras coisas.
Tenho também outra reclamação, esta da leitora Sara, que mora no Londrilar, perto do Mater Dei. Ela observa que os aviões passam baixo por ali, fazendo muito barulho. Sei que é área próxima ao aeroporto - ela também sabe - mas é bom destacar o problema para ver se alguém toma uma atitude.


Mulheres e coração

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