Praça Londrina (Estelio Feldman)
Nelson Piquet, que dispensa apresentações, informou no artigo desta semana (ele escreve, semanalmente, no jornal O Estado de S. Paulo), que em dezembro estará em Londrina para uma competição no autódromo local. Aproveitou para citar o prefeito e, também, outras pessoas da cidade, incluindo, naturalmente, seus patrocinadores. Piquet, não sei se vocês sabem, está interessado em assumir o autódromo local, numa eventual privatização.
Não pretendo entrar nesta discussão, até por falta de base a respeito. O que destaco porém é a questão do autódromo em si. Quando começou a ser construído (será que este é o termo certo, alguém constrói um autódromo?) houve, como de costume, críticas. Sempre se diz que há algo mais importante a ser feito.
Pessoalmente não estive entre os críticos. Entendia então que o autódromo serviria para divulgar Londrina, nacional e internacionalmente, o que já de fato acontece, mas, também, produziria empregos e movimento para importantes setores da atividade, inclusive restaurantes e hotéis.
O interesse de Piquet confirma isto. Independente de se privatizar ou não, penso que o importante é o autódromo existir, estar no calendário estadual e nacional, ser usado, servindo para estimular um esporte e, mais que isto, a economia local.
Solução simples
Um leitor escreve para oferecer o que considera uma solução simples para um dos maiores problemas do trânsito londrinense, segundo ele, o da avenida JK. Ele lembra que na citada avenida há, atualmente, 17 sinaleiros, dos quais 6 de três tempos.
Sem considerar que para uma avenida que não é tão longa (pelos padrões dos grandes centros) o total de semáforos parece excessivo, o leitor pondera que, em seu entendimento a simples eliminação dos semáforos de 3 tempos ajudaria muito a tornar mais fluído o trânsito. Poderia até facilitar, diz ele, o estabelecimento de onda verde, ao menos em um sentido.
Para eliminar os semáforos de 3 tempos, a solução é simples, segundo ele: basta proibir conversões à esquerda, como se faz atualmente na Higienópolis.
Até concordo, em termos. Penso porém que há alguns problemas, notadamente no trecho que vem da Tiradentes até a Higienópolis: seriam exigidas manobras complicadas para quem queira fazer a transposição. Mas isto, penso, ainda não é o pior. O mais sério é a falta de educação dos motoristas. É só olhar o que acontece na Higienópolis, onde é muito comum o motorista virar à esquerda, apesar da proibição. De qualquer modo, fica aqui a sugestão.
Insegurança
Semana passada, publiquei aqui informações sobre a ação dos ladrões na região da Av. Higienópolis, abaixo da JK. Relatei casos ocorridos com uma casa de carnes e um restaurante. Mas a responsável por uma farmácia, entre os dois estabelecimentos, ligou para informar que o local também tem sido alvo dos gatunos. Disse ainda que a existência de alarme não ajuda muito: quando a polícia chega, os ladrões já agiram e fugiram.
Vamos, porém, ser honestos: em termos de insegurança, a situação em Londrina está bem democrática. Os ladrões estão agindo em todas as regiões da cidade, com muita tranquilidade pelo que se nota. Para piorar, tivemos até assassinato em plena rua, na Guaporé, sem que o criminoso fosse preso ou identificado.
Isto, naturalmente, nos remete à questão de costume: o que é que as autoridades pretendem fazer? A gente sabe que o Estado, assim como a União e os municípios, está fazendo cortes nas suas despesas. Entretanto, se há setor que não pode ser esquecido este é o da segurança. A população não pode ficar assim, à mercê dos bandidos, por falta de policiamento adequado. Temos o direito de exigir polícia preventiva, mais até do que a repressiva, policiais nas ruas, por toda a cidade, dia e noite.
Santo Sepulcro





