Praça Londrina (Estelio Feldman)
Uma leitora veio aqui para reclamar da seguradora de seu carro. Seu drama é, infelizmente, igual ao de muita gente: fez o seguro para o automóvel, o que é muito necessário atualmente, diante da violência do trânsito e dos perigos em relação aos ladrões. Pagou direitinho, sempre. Dai, há quase um mês, seu carro foi furtado. E até agora, só tem recebido desculpas da empresa, algumas muito discutíveis.
Já disseram que o caso foi para Curitiba. Depois para São Paulo. Nesta época de comunicações plenas e totais, atrasar o pagamento do seguro com este tipo de alegação não é aceitável. Aliás, a única coisa aceitável em tais situações é o pagamento pela seguradora.
Sugeri à leitora que procure o Procon, o mais rápido possível. Se ainda assim não conseguir o pagamento do valor segurado, disse que a gente poderia repetir aqui a denúncia, inclusive revelando o nome da seguradora, até como uma espécie de alerta para o público em geral. Afinal, quando alguém faz seguro do carro, da casa, da vida, não quer ter de cobrar a seguradora. Principalmente quando o seguro é de vida. Mas quando acontece o pior, não há como admitir atrasos ou desculpas da seguradora. O que deve ser feito é o pagamento, com brevidade e sem maiores dificuldades.
BaralhoMario CesarLembrançaA emoção de Finados é a lembrança e deve ser o carinho da saudadeLembrança é vida
Finados tem, para muitos, uma conotação triste. É dia de ir ao cemitério, levar flores, acender velas, orar e, no fim, sofrer de novo pela ausência dos seres queridos que nos precederam.
Não precisa ser assim, porém, Tenho para mim que ninguém está morto se é lembrado. Isto se refere, naturalmente, aos nossos parentes que já morreram. Não há quem não tenha algum parente e muitos amigos que, como se costuma dizer, não estão mais entre nós. E sofremos por isto. Entretanto, se a gente observa que esta é a lei da vida, que todos nós, que estamos vivos, vamos morrer, que quem morreu antes fez a viagem que um dia vamos também fazer e que, no fim, principalmente se temos fé, a morte não é o fim, então podemos fazer de Finados não um dia de tristeza, mas uma ocasião de lembrança e, até, de restauração.
Apesar do feriadão, que convida muitos a passear, os cemitérios em Londrina tiveram, neste Finados, o movimento costumeiro. Muita gente, boa parte chorando e sofrendo. Uma renovação da dor da separação que não é necessária. Basta, no cemitério ou mesmo no recesso de nossa memória, lembrar com carinho dos que já se foram e, na flor, na vela, na lembrança que oferecemos, manter a certeza de que isto revive e nos traz de volta aqueles que pensamos ter perdido na morte.
Seguro





