Fico pensando que quem leu esta Praça nesta data, o ano passado, poderá reclamar: De novo? Talvez haja até os que leram, também, no ano retrasado. Mas, puxa vida, há quem não leu antes. E, de qualquer forma, o que é um dia, em um ano?
Falar do professor, lembrar deste (e desta) personagem tão importante para nós e, ao mesmo tempo, tão desvalorizado, uma só vez por ano é até pouco.
Hoje é o Dia deles. Nem consigo entender direito o que significa isto de um dia especial para tal ou qual profissional. No dia dos jornalistas, a gente recebe mensagens e congratulações e eu me ponho a pensar: Mas o que isto significa? Creio que é a ocasião que os demais têm para nos oferecer o reconhecimento.
Este é então o caso. O mestre está na origem mesmo de tudo, na base da nossa vida, é aquele que, depois dos pais (e muitas vezes no lugar deles) nos abre os olhos para o conhecimento, nos introduz nos meandros da cultura, nos dá os meios para enfrentar os desafios de cada dia.
Se escrevo, se leio, se sei alguma coisa, devo aos professores que, ao longo do caminho, me abriram os olhos para o conhecimento, deram os meios para enfrentar a vida. A eles, o reconhecimento, a gratidão, o afeto. É o mínimo que se pode oferecer, junto com o respeito e a lembrança permanente.

Broncas

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