Praça Londrina (Estelio Feldman)
Domingo, nós temos um encontro marcado com as urnas. Um encontro imperdível. Segundo as leis, é uma obrigação. Em realidade, é muito mais que isto, é o exercício talvez do maior de todos os direitos da cidadania.
Nos últimos dois domingos, choveu muito. Anteontem, então, caiu água o dia todo. Fiquei pensando nisto, desejando ardentemente que no próximo domingo isto não aconteça. Claro, com chuva ou sem chuva, a gente tem de votar. Mas é certo que o tempo firme também ajuda. Entretanto, como me disse uma pessoa, tempo é igual a político, não dá para confiar muito.
Como porém nós não somos feitos de açúcar (conforme, tenho a certeza, a mãe de muitos de nós lembrou, vezes sem conta, quando a gente não queria ir fazer alguma coisa pedida por ela, por causa da chuva) o tempo não deve nos afastar da urna. Usemos guarda-chuvas, sombrinhas, capas, galochas (será que ainda existe este tipo de coisa?) mas não podemos faltar a este encontro.
E penso mais: temos de votar, mesmo. Nada de anular o voto, de votar em branco, porque não existe alegação suficiente para este tipo de omissão. A insatisfação com os políticos, o eleitor manifesta escolhendo alguém em quem possa confiar.
Vamos votar, vamos fazer do voto a reafirmação de nossa vocação democrática.
E os semáforos?





