Termina o Carnaval, entramos na Quaresma, aquele período litúrgico que antecede a Semana Santa. Já há alguns anos, a Igreja Católica resolveu usar este período para propor uma meditação mais intensa em torno de temas que envolvem a vida e seus múltiplos problemas. Neste ano, a Campanha, lançada ontem, tem como tema a situação carcerária no País, que é, sem dúvida, das mais terríveis.
A meditação a respeito, porém, vai além da situação dos presos em geral, não apenas porque oferece como alternativa a fé em Cristo, ‘que nos liberta de todas as prisões’, mas também por tentar conscientizar sobre todas as formas pelas quais os seres humanos se colocam como prisioneiros do egoísmo, do vício, de tantos males que afligem as pessoas.
Todavia, a questão objetiva das prisões e da forma absurda como vivem os encarcerados é o tema focal. E a meditação convida a uma reflexão até mesmo sobre como a sociedade trata os que infringem a lei e, adicionalmente, sobre a injustiça que ressalta de toda a situação das pessoas presas.
Há dados efetivamente sérios, levantados sobre o assunto que vão desde o absurdo da superlotação carcerária ao conhecimento sobre o fato de que a grande maioria dos presos (95%) é formada pelos pobres. E, mesmo se a prisão possa ser considerada justa, é importante observar o modo desumano, absurdo, verdadeiramente criminoso, como são tratados os detentos. A Campanha visa chamar a atenção para toda esta terrível realidade.


Insegurança

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