Estou acompanhando o debate que se formou entre um pastor que disse que vai brincar no Carnaval e algumas pessoas religiosas que o criticam veementemente. Aí quando a gente vê o anúncio da festa de Carnaval da Renovação Carismática Católica fica pensando: quem está certo?
Claro, o Carnaval Saron, dos carismáticos, vai ter, conforme li ontem, até missa. Mas terá música, alegria, festa, dança. E entendo que isto não é, de modo algum, incompatível com o cristianismo. O que se pode discutir, questionar e até contestar é a tal imagem do Carnaval misturado com camisinha, um evidente apelo a uma coisa diferente de pular as 4 noites nos salões ou desfilar por hora e meia nos sambódromos ou até pular todos os dias atrás do trio elétrico.
Carnaval é festa de alegria e cristianismo é, também, alegria pura. Combinam. Penso até que os cristãos têm um papel importante na folia, participando, pulando e dando o exemplo até porque não precisam se inebriar com o álcool ou viajar com drogas para sentir a alegria que emana do legítimo espírito cristão. Concordo com o pastor, que nem conheço, que anuncia que vai pular o Carnaval. E que, certamente, vai atrair muitos, mostrando que cristianismo tem tudo a ver com festa e com vida. Já ouvi tantas vezes nos cursos que fiz na Igreja: um santo triste é um triste santo. Se a pessoa, naturalmente, prefere se divertir vendo TV, descansando em algum lugar aprazível, tudo bem. Mas fugir do Carnaval porque ‘não é coisa para cristão’ me parece um equívoco.


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