Depois de tanta chuva, até bolei um diálogo da filha perguntando, muito assustada, para a mãe: Que é aquilo? E a mãe, sorridente, responde: É o Sol.
Nos últimos dias, eu que sou meio sistemático, ficava revoltado porque fazia frio na época do calor. Não admito ter de usar agasalho em janeiro ou em fevereiro, ou ter de tirar as cobertas do armário antes de abril. E, de repente, estava tudo assim, frio, feio, água que a gente não sabia de onde vinha.
Mas o Sol voltou e a Cidade ficou mais bonita, as pessoas voltam a encher as ruas, os bancos das praças recebem as pessoas, os aposentados se reencontram, os damistas (e enxadristas) podem voltar aos tabuleiros para suas intermináveis e divertidas partidas, com os ‘sapos’ cercando e opinando. Isto sem falar nos vendedores de sanduíches, como a Telma que, inclusive, está se preparando para atender seus fregueses devidamente vestida conforme a época, de ‘Rainha Moma’ e os artesãos que ocupam o lugar que querem, apesar das diretrizes da Comurb, também podendo trabalhar.
O Sol é bonito, é bom (apesar de provocar câncer de pele) e é de graça. O verão já está quase acabando e é bom ter de volta um pouco do calor e da alegria que o nosso velho astro rei sempre oferece. Esperamos que ele continue, apesar das ‘chuvas no decorrer do período’, conforme o jargão utilizado pelos que fazem a previsão do tempo, inclusive para dar maior alegria ao Carnaval que está aí, já batendo os tamborins e esquentando a bateria.Apelo emocionante
Dona Laurides Gomes Barbosa, hoje com quase 40 anos, escreve para o jornal com um apelo tocante: ela gostaria de reencontrar a família, de quem está separada há mais de 30 anos. Na carta, conta que suas lembranças, do começo dos anos 60, são tênues e revela que vivia, à época, com a mãe, o pai e os irmãos num vilarejo perto de Alpercata, no Estado de Minas. Daí, a família se desagregou, ela ficou com a mãe e irmãos e foi deixada com uma família naquela cidade. Deveria ser uma separação curta, até que a mãe tivesse condições de cuidar dos filhos.
Mas o casal com quem ela ficou, sr. Virgínio dos Santos Passos e dona Ana, mudou para Itapevi, em São Paulo, e desde então ela nunca mais soube nada de sua mãe e irmãs. E escreveu para o jornal - como certamente deve ter feito para muitos outros - tentanto obter notícias. O nome de sua mãe é Maria Gomes Barbosa, o do pai é José Barbosa e de seus irmãos é Maria das Graças Gomes Barbosa e Paulo Gomes Barbosa. Laurides revela que tinha outra irmã caçula cujo nome não lembra mais.
Se alguém souber alguma coisa sobre as citadas pessoas, pode entrar em contato com o jornal ou diretamente com Laurides, que mora na rua Neusa Domingos Nascimento Vasconcelos, 42, Vila Aurora, Itapevi, São Paulo, CEP 06657-120. Ou por telefone 607-7887/604-3937, no horário comercial, com Jairo, 424-2085, com Vera Lúcia, e 819-4002, com Suerda.Clandestinas
Um leitor me procura para contar que, diariamente, toma o ônibus no terminal urbano à meia-noite e meia para ir para casa. E que tem deparado com uma enorme quantidade de ‘passageiros clandestinos’ a lhe fazer companhia diária no trajeto: baratas! Disse que pensava que era uma coisa esporádica mas como isto tem se repetido todos os dias entendeu de reclamar porque, afinal, isto não só depõe contra a empresa como, também, é alguma coisa anti-higiênica.
Possivelmente vai-se dizer que isto é, como tantas outras coisas, consequência da chuva que foi constante nos últimos tempos por aqui, o que provoca proliferação de baratas e outros tipos de insetos daninhos. Entretanto, não é justificativa. Já é ruim ter de andar em um coletivo cheio de barro, o que, sem dúvida, é resultado mesmo da chuva e a gente não pode exigir que em tais épocas os ônibus façam uma parada para limpeza após cada viagem. Mas baratas e outros bichos não são, de fato, companhia adequada nem para o transporte individual e menos ainda para o coletivo. Se fossem cachorros, por exemplo, talvez houvesse algum defensor deles, como o ex-ministro que destacou serem eles ‘seres humanos como quaisquer outros’. Mas baratas, realmente, não dá para aguentar.
Agora, quando há uma briga entre empresas para ficar com o transporte coletivo, penso que é mais que adequado exigir um mínimo de higiene nos veículos postos à disposição do povo.Doador compulsório

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